quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Olhos nos olhos

Por nossos poros transpiram desejos.
Sua pele preta esconde meu refúgio.
Macia, úmida, perfumada.
Nela sacio minhas vontades de devorar teu corpo.
Teus pequenos cachos escondem meus dedos ávidos,
minhas mãos aflitas.
Te busco!
Vejo seu volume aumentar.
Minha ânsia por ele em minha boca cresce junto.
Abraço com os lábios teu membro rijo.
Comprimo e aqueço teu mastro entre língua e dentes.
Te cheiro, te sinto, te toco... te devoro!
Tu avanças com ele em minha garganta.
Afunda o máximo que consegues!
Estamos nus! Estamos nós!
Olhos nos olhos!
Pele na pele!
Corpos conectados!
Transcendência!
Sinto teu líquido morno e levemente adocicado jorrando garganta adentro.

Karolyne Gilberta

2 comentários:

Artes&comércio disse...

Delícia de texto!!!

Johnny Ledmore disse...

É assim mesmo que devemos sentir... Com essa concupiscência assumida, eis que própria de nós, seres que, acima de tudo, destacamo-nos por saber identificar nossas sensações...