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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Mesmo em sonho

Acordei pulsando e ainda sentindo o gosto de teu leite morno e levemente adocicado descendo por minha garganta.
Uma fome que só aumenta caminha impregnada em minha carne.
Um leve formigamento se espalha por minha pele como se sua língua passeasse por meus poros que se encontram em estado de alerta.
Quis te beber e mastigar.
Te alimentar com o desejo que me escorre líquido entre as coxas nesse instante.
Te quis entre os seios... suas mãos a torcer-me os bicos.
Seus lábios fartos me eriçando os pelos da nuca.
Ser devorada por suas garras e me consumir no mais absoluto prazer que nossos corpos sabem se proporcionar.
Te quis e ainda quero.
Longe de teu corpo tento dormir novamente para saciar, nem que seja em sonho, minhas todas as vontades de ti.



Karolyne Gilberta

E se...

Já pensou se eu chego no meio da madrugada, do mesmo jeito que essa mensagem, invado tua cama, avanço sob suas cobertas, te invento desejos e sacio?
E se preencho minha boca com teu pau semi-desperto, umedeço-o e me lambuzo nessa umidade acolhendo gotas inesperadas (ou mais que esperadas) em meus céus?!
Minha boca e buceta aquecendo e se adaptando a textura para sua chegada bravia e ansiada? Minha bunda abrindo passagem insólita e estreita para seus dedos... seu falo?
As pernas abertas deixando minha buceta molhada a mostra e se declarando dizendo “me coma”?
Minhas entradas de cara para seus membros garantindo que você enfie sempre mais fundo?
Já pensou se rolasse?
Só sei que eu queria e precisava mesmo era de leite quente servido direto de uma jarra preta no café dessa manhã.



Karolyne Gilberta

Chegada

Quando ela chega,
Rompante em meus pensamentos,
Desconheço meios e caminhos de sua presença
Mas ela se instala por dentro e provoca reações em meu corpo
Minha libido acende.
Homenageio-a e transcendo.
Invento caminhos em meu corpo e transformo
Minhas mãos nas tuas.
Imagino teus olhos me observando, e em transe,
Ofego e me esqueço de todo o resto
Réstia de prazer a me corroer.


Karolyne Gilberta

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A primeira noite é sempre a mais longa

A primeira noite é sempre a mais longa.
É nela que nasce toda a dureza que reside na ausência de tua rigidez.
É quando teus braços, pesando sobre meus seios e costas,
não mais encontram abrigo em minha pele inflamada moldada no contato de nossos corpos.
Tuas mãos em carinhos furtivos em meus cabelos em desordem desaparecem também.
E os beijos, sonolentamente dados do meio da madrugada,
dão lugar ao espaço vazio na cama e ao sono interrompido...
e à saudade que agora vai insistir por dias incontáveis em fazer companhia
até que sejamos novamente privação da saudade-afeto e carícias -satisfação dos desejos
para voltar a ser a primeira e vivermos a agonia da noite mais comprida de todas outra vez.

Karolyne Gilberta

No ato

ancas
arrebitadas
- bateu:
no
ato
apaixonei










Karolyne Gilberta

Vai-e-vem

pernas
abertas
membro
atento
frenéticos
movimentos




Karolyne Gilberta

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Banquete

Naqueles (todos) dias em que cresce a vontade de ser bem comida e de bem comer, meu corpo denuncia o desejo que carrego em meus membros. Uma umidade leve, quase latejante, me surge entre as pernas e uma gana intensa de ti se apodera de mim. Deito nua e, inevitavelmente, lembro-me de teu corpo. Na necessidade incontrolável de te dizer “me chupa”, antevejo tua boca descendo de meus lábios, se detendo em meus seios (que se erguem em polvorosa) e depois de brincar com as curvas de minhas coxas seguir me secando e me deixando cega de tanto prazer. Descontrolo-me e desmancho toda em sua língua. Derreto. Gozo. Um gozo intenso e ensurdecedor. Boceta molhada... salivante... sedenta... dura... quente... faminta... pronta para te receber. Aumenta a sofreguidão que sinto por teu pau e compreendo que minha febre que por ele nunca cessa. A boca saliva. Meu céu quer abrigá-lo... protegê-lo. Fantasio minha língua passeando desde a cabeça até o final de tuas bolas: abocanho teu falo. Sugo a gota que escorre implorando que eu a devore. Imagino-te adentrando meu terreno em fogo e eu me perdendo de vez. Você me montando. De quatro e depois em cima de minhas costas deitado com o rosto de frente para o colchão. Minhas pernas te comprimindo. Delicio-me te vendo gozar e me sentir gozando em teu membro que agitado pulsa selvagemente. Sinto minhas ânsias satisfeitas, pois teu membro em riste é a única coisa que sacia minha fome... ou deixa-a ainda maior. Meus labirintos também pulsam e minhas entranhas te devoram. Não desejo mais largar. Vontade de foder o dia inteiro... a vida inteira. Você me beija os lábios e geme baixinho. Segura meus cabelos e deixa que tua mão impaciente repouse sobre minhas nádegas. Quando escorres, quero teu liquido em todas minhas cavidades. Em estado de urgência te solicito na boca, boceta e rabo. Assim, tenho-te impregnado dentro e fora de mim. Constato que meu sossego só vem no contato de nossas peles, porque eu gosto é do teu gozo... gosto mesmo é do teu gosto.


Karolyne Gilberta

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Jardineiro de mim

Por minhas cavidades suas sementes deposita.
E seu orvalho umedece as pétalas de minhas flores
Camada por camada me regas
E em primavera de sensações transformas meu corpo.
Floresço!
Venço estações.
Desfolho!
Renasço em teus braços.




Karolyne Gilberta

Cio... Deleite... Descanso... Recomeço...

Afoitos
Nos brindamos no coito
Com o proporcionar prazeres um ao outro


Sedentos
Nos jogamos contra o tempo
Comemo-(nu)s sem pausas em movimentos ora doces, ora violentos


Enamorados
Deitamos beijos e carícias por nossos membros deixando rastros de deliciosos estragos
Refestelamos-nos corpo sobre corpo completamente suados





Karolyne Gilberta

terça-feira, 23 de julho de 2013

Tatuagens

As lembranças de tudo que temos vivido insistem em não me deixar em paz
Não durmo, não como, não vivo direito. Foder com outro(as), ainda, não sou capaz!
Viro e mexo na cama procurando posições que sejam exequíveis sem você
Desisto desconsertada, Não há o que vença essa batalha que travo todo anoitecer.
Conjecturo façanhas que poderíamos realizar por sobre meus lençóis amarrotados
Na certeza da não realização, extenuada me viro novamente para o outro lado!

Você imprimiu em mim as tatuagens que “meu” outro Francisco cantou
Com indecentes carícias, em minhas curvas capítulos inteiros de volúpia desenhou.
Ondas de êxtase meus poros percorrem como ruas. Hoje minha existência desfia poesia tua.
Para ti lábios abertos, braços abertos, pernas abertas. Me oferto completamente nua.
Projeto tua imagem em minhas retinas corrompidas. Peregrino nos desvarios da mente.
Viro a noite em vontades de que, como por milagre, apareças em minha frente!

Andante imóvel. Subsisto nos dias pela necessidade de permanecer entre seus braços.
Na distância és presente, suspensa me sinto quando fustigada por teus afagos.
Contigo me vi cárcere de sentimentos supliciosamente perversos.
Em vão tento de mim expulsar-te aprisionando nossas sensações em versos singelos!

Acorrentada, atada, retida, prisioneira sem imposição!
Generosa, arrebatada, opulenta, amante a tua disposição!
Impuseste-me necessidades de abundâncias.
Hoje, mais generosa, só me preencho em abastança.

Provocada, devota, inflamada. Em mim chamas! Me incitas... excitas!!
Impondo-me o revirar a carne na procura incontrolável de ‘sensações proibidas’.
Devasso meu corpo na ilusão de te encontrar. Me invado. Meu sexo enlaço.
Fecho os olhos e me chegas. Nas reminiscências com pouco lhe acho!

Boca seca, suor, ejaculação, umidades.
Despertou em meus membros gana de superioridades!
Saliva que escorre, calafrios, retesamento, virilidade.
Você é o desejo que emerge por todas minhas cavidades!

Me deixas tresloucada, afável, arfante.
Reinvento cenas, evoco delírios, na incerteza que permaneças em meus instantes!

Karolyne Gilberta

Referências musicais:
Chico Buarque – Tatuagem
3 na massa - Pecadora

domingo, 21 de julho de 2013

O amor em 10 atos

1ª ato 
Você deitado sobre o colchão com os olhos cravados nos meus a me enviar, quase que desesperadamente, súplicas mudas, desejos imperativos que eu faça de seu corpo minha taça. Sorvo o que me dedicas. Teu recipiente transborda repleto de minha bebida predileta: teu gosto. Passeio com meus lábios sempre aquecidos pelos quereres por seu corpo que se encontra em estado de alerta. Bebo-te.

2ª ato
Mais do que ver, sinto seus arrepios como se partissem de mim. Vagueio entre pêlos e cabelos, do pescoço a virilha. Detenho-me em tom de quase brincadeira entre suas coxas, espiando de soslaio suas bolas envoltas em poucos e curtos pentelhos, nariz e lábios abaixo de seu falo semi-rijo. Teu pau me encara. Teus olhos me vigiam.

3º ato
Abocanho teu membro, que percebendo as batalhas que travará dentro em breve, mais e mais se agiganta ocupando todo meu céu. Beijo-te o topo da cabeça do membro para não perder de minhas entranhas seus pensamentos e desço com a boca aberta para proporcionar-te abrigo em local seguro. Chamo as mãos companheiras para ajudar nos afagos. Me prolongo. Te provoco. Me redimo dos pecados.

4º ato
Sento sobre teu falo imponentemente em riste. Devagar. Elevo-me. Agacho. Minhas nádegas encontram tua pele preta. Ergo-me. Descaio. Teu pau mergulha no mais profundo de meu labirinto. Encaixo-me. Componho canções em meu interior para sua bravura. Convido-te para dançá-las em meu colo. Solicito sua presença em meu salão de festas. Fatalmente te engulo.

5º ato

Excitada, em delírio, febril, me precipito sobre tua boca macia e feita sob medida para meus usos. Beijo-te a exaustão. Te afago violentamente afável, e, já fora de mim, cedo-me para que ocupes meus espaços abandonados. Ofereço meus pequenos e grandes lábios para que sua língua irrompa em minhas margens que sobejam sob seus desmandos. É tua minha fenda.

6º ato
Úmida. Convulsiono a cada sucção que me dedicas e ofegante deixo que me consumas. Não extenuo de me derramar. Entorno. Tu devoras o que me excede. Sou toda excessos. Submeto-me ao poder de tuas carícias, que me chegam também pelas mãos. Entre palma, dorso e dedos vou me liquefazendo. Entre afagos, toques suaves e penetrações vou me diluindo. Meu clitóris expande. Endureço. Sinto-me pronta.
 
7º ato
Assim, ajoelhada sobre tua face reconheço-me refém dos prazeres. Deliciosamente desprotegida. DEBILitada. Avoluma o delírio que sinto através de teus toques. Com eles tu me arrancas o juízo. Coloco as mãos na parede como a pedir clemência e gemo alto, talvez seja até um grito e não um gemido, de tanto que é intenso o que sinto. Pernas como nunca antes trêmulas. Raciocínio inexistente. Flutuo de pernas bambas e abertas diante de teus olhos atentos.
 
8º ato
Trocamos de lugares. Deito-me no colchão e deixo que você se encaixe em meu corpo e me possua com vigor e vontade. Avanças dentro de mim e lascivamente alimentas o movimento dos quadris, num ritmo cada vez mais frenético. Prendo-te em meus olhos e boceta. Comprimo. Te dou passagem e abrigo. Novamente abandono meus espaços para que os ocupe. 


9º ato
Te sinto em minhas paredes. Tua textura. Tua largura crescente. Queimas. Repetidamente me escapam os gemidos. Tu me acompanhas nos não silêncios. Brindamos os distraídos com nossos sons em plena luz do dia. Faz parte do nosso show. Fico de quatro e você se embrenha em mim. Percorre minhas matas. Me acerta em cheio. Me vêm novamente o gozo. Desabito-me. Ouço teu urro. Sucumbes. Ocupo seus espaços. Repousa frouxo, farto, morto, por sobre minhas costas. Jorras e te sinto me escorrer por entre as pernas.

10º ato
Desfaleço. Perco os sentidos. Encontro novos. Flutuo outra vez no ar e é como se ouvisse música. Preciso (te) sentir tudo (todo) outra vez e mais uma vez ainda. Encontramos nossos corpos displicentemente abandonados sobre o colchão e é como se atirassem um fósforo aceso em minha fogueira em brasa. O único caminho possível para meu corpo aceso ainda em chamas é o recomeço.



Karolyne Gilberta


Referencias musicas:
Chico Buarque - Sem Fantasia e Construção
Cazuza - Faz parte do meu show

sábado, 20 de julho de 2013

Nas desconhecidas montanhas negras fiz meu descaminho

Eu que nunca tive medo de aventuras
Vivo na fissura de vencer essas montanhas negras
Minha tara atravessá-las, possuí-las, desbravá-las
Caminhando rumo aos cumes para minha bandeira neles fincar!

Eu que nunca tive medo de aventuras
Encanto-me do tanto que elas transmitem doçura
Altivas, plácidas, violentamente escuras
Perenes, instantes... destarte a me clamar dominação!

Eu que nunca tive medo de aventuras
Anseio contornar essas ensandecedoras curvas
Que saltam por sobre as margens infames
De teu sedutor e abastado corpo moreno!

Eu que nunca tive medo de aventuras
Por entre as retinas fechadas já viciadas vejo-te
Despida, crua, deliciosamente nua, deitada
Insolente a encarar-me por sobre as empinadas montanhas!

Eu que nunca tive medo de aventuras
Ofereço meus abraços/abrigos para fazê-los seus!
 
Karolyne Gilberta

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Covardia

Loucura Teu cheiro entranhado em minhas narinas a cada respiração arrepiando-me os pêlos
Teus dedos argutos que desfilam impunes fazendo de meu sexo brinquedo
Teus dentes arranhando... mordiscando-me os bicos dos seios
 
Tortura

Tua voz sussurrando obscenidades aos meus pés do ouvido
Tuas mãos presas entre meus fios puxando-me os cabelos
Teus olhos nos meus vidrados devassando-me os segredos
Procura

Tua língua sugando meus líquidos e aumentando-me os desejos
Invadindo-me o sexo rijo pressionando-o até causar-me prazer extremo
Tua pele quente a queimar-me ao simples toque de nossos corpos

Descobrindo caminhos... desvendando vontades...

Karolyne Gilberta

Ele me encharcou

Primeiro o sexo
Cheio de dedos, beijos e cuidados

Depois invadiu meu coração de cheio
E minha vida fez-se toda poesia


Karolyne Gilberta

terça-feira, 9 de julho de 2013

Quase epílogo para “Um vazio na cama e no corpo”

Não consigo dormir
É a segunda noite após minha volta
Sinto saudades de sua cama, que agora também é minha
E a minha, que sempre considerei meu refúgio, e que há muito já é dele,
agora já não me deixa mais dormir
Ela vazia de muito não me serve.

 
Faltam as conversas e também os beijos atrás da orelha e na curva do pescoço
Os carinhos, dengos e intimidades
Ouvir música juntos e te ouvir dizer: “Tu é linda, sabia?”
Com esse sotaque tão gostoso quanto seu toque
Olhando-me nos olhos e a pedir-me paciência.


Falta estarmos engatados, mais atrelados que já estamos um ao outro
Eu segurando seu pau
Ele apertando meus seios
Deitado por sobre minhas costas... tatuando em mim suas vontades que acabo roubando de tanto que sei que são minhas.


Sei bem que não dormiríamos
Apagaríamos e ressuscitaríamos após cada pequena morte
Extasiados de tanto sexo, de muito sentimento e de uma vontade louca de que a chama não se apague.


Karolyne Gilberta


***Para entender o título e o texto: http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4377514

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Fundos, portas e chaves de entrada

Entre tímido e desajeitado
Ele me sussurra ao pé do ouvido o pedido
Que eu lhe deixe comer meu rabo

Eu penso cá com meu botão
Se isso lá é coisa que se peça
Pois disposta estou em suas mãos


O toque de seu corpo guia o meu 
Seus comandos definem meus desejos
Minha boceta, sem pena, escorre a cada toque seu

Assim exposta corpo, alma, coração...
Espero ansiosa sua entrada
Sinto meus músculos impulsionarem cada contração

Respiração que ofega
...
Sentidos que aguçam
...
A pele que se eriça
...
Exausta de tão satisfeita me deixo cair no colchão
...
Fluxo que se intensifica
...
Gozo certo e orgasmo que tão grande chega perder a medida

Karolyne Gilberta

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Em transe




Encara-me de frente
Peça-me o que quiser que eu lhe dou
Inebria-me com teu perfume
Consinta-me velejar no seu corpo macio
E perceber-lhe o bico dos seios alterando o volume

Aceita minhas mãos despindo-lhe a roupa
Perdendo-me em teus cantos e curvas
Mordendo-te com ou sem delicadeza as coxas
Tuas pernas enlaçadas em meu pescoço
E meus dedos aflitos passeando por entre suas ruas

Vem e abra suas pernas assim, pra mim
Diz-me do que tu gostas
Me deixa beijar teus lábios
Molhando-os com os meus
Unirmo-nos com ternura
Deixar que deles escorram toda doçura
Ensina-me os desvios dos caminhos teus
  
Vem que eu vou comprimir teus labirintos
Cobrir-te com meus instintos
Saciar tuas vontades
Deixar-te de tão louca rouca
Na urgência dos carinhos meus

Explorar nossos caprichos
Aumentando tua umidade
Trazer tua liquidez para meu céu da boca
Prender-me em ti com beijos e afagos
Fazer com que me escorra garganta a dentro sua lascívia em gotas

Lamber-lhe sem pudor os pêlos
Ou o lugar que deveriam estar
Roçar minha pele de encontro ao seu corpo macio
E entre arrebatamentos, gozos e novas vontades
Respiração suspensa, sentidos aguçados... te fazer saciada descansar.

Derrame-se em mim!
Deleita-me em fartura!
Imagina tudo que pode ser... e será.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Pele morena... da cor do desejo

Ao olhar-te aumenta minha vontade de afundar os dedos em seus cachos
E sentir de perto o perfume que deles emana
Mergulhar nesse seu jeito de olhar que incendeia
Olhar que parece devassar aquele que é olhado
... quem sabe ele não me desnude
E eu nua te faça presa
Em meus lábios que junto aos seus descubram novas formas de obter e dar prazer
Retida nesses seus lábios que carregam sorrisos tímidos
Que anseio venham passear por minha pele molhados de desejo
E por eles, prender-te-ei em meus beijos
Sua fala mansa que imagino despejando-me delírios aos ouvidos
Ainda far-me-á dedicar-te muitos suspiros!
Se o desejo tem cor... só pode ser o da tua pele!


Karolyne Gilberta

segunda-feira, 10 de junho de 2013

E por que haverias de querer minha alma na tua cama?

E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo.
Obriga-me.

Hilda Hilst

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Imagens mentais

As lembranças inesquecíveis que ficaram não são só suas
Ainda recordo de nós dois abraçados no meio da rua
Em frente à praça, nos amassando contra o muro
Eu tateando por entre o zíper da calça seu membro duro
Sua mão em meus peitos a me apertar os bicos
Entre outras carícias, gemidos e suspiros
Nossa respiração ofegante e as tentativas frustradas de nos manter longe um do outro
Eu virada de costas e você se encaixando em meu dorso
As mãos que sôfregas investiam nos territórios um para o outro não mais proibidos
Mesmo em minha saia longa, que era mais um impeditivo
Realmente inacreditáveis são as imagens que também guardo do momento:
Seu cheiro me levando embora a sanidade. Suas palavras me trazendo entorpecimento.
Não bastasse a rua não tão deserta e toda a adrenalina do lugar impróprio
Cada aproximação das peles nos deixava menos sóbrios
Não apenas uma vez, mas ainda uma segunda
Era imprescindível não permitir que sua mão deixasse de apalpar minha bunda
Lutar contra os desejos e conter minha rubra rosa que de prazer se fazia para você toda molhada
Para que ela não me fugisse entre as pernas de tanto que latejava.
Suas entradas.... minhas bandeiras

Penetração seguida de penetração... n’um crescente e ascendente ambicionar ter-te dentro
Você, conhecedor dos vícios de minhas curvas, sempre caminhando em direção ao meu epicentro
Contra o muro mais próximo tentar me equilibrar
Para após cada orgasmo meu corpo de prazer não sucumbir e fraquejar
Tirar a calcinha encharcada e guardá-la num bolso da roupa
Antes de sussurrar em teu ouvido: “não sei se peço penetra-me ou me fode com força”
E no ápice do gozar sentir você me escorrendo perna abaixo
E com as mãos recolher o que de mais precioso jorra de você
Colocar sutilmente em minha língua e degustar o mais delicioso e puro líquido do prazer!!


Karolyne Gilberta


*Eu sou tão sortuda e tenho amig@s tão lind@s que um deles, o Dan Rocha, fez uma ilustração para o poeminha. É essa lindona que está aí.