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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Sertão/Ser só

Voltando para casa
pela estrada de galhos ressequidos
da janela do carro fitei o sol vermelho que encheu meus olhos
de saudades lacrimejei.
Foi como se minhas pupilas guardassem naquele momento único
toda a água que não tem caído sobre o sertão anos a fio.



Karolyne Gilberta

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Você! Sim, exatamente você!

Você não cabe em mim.
Lamento, mas meu eu é grande demais para te abrigar. Sua infimidade diante de mim chega ser visível, sofrida, palpável... e não me apraz. Meu universo infinito e irrestrito parece não lhe convir. Noto que você se perde.
Principalmente quando me vem com sua pequenez existencial.
Pode guardá-la. Ela não serve. Não para mim.
Não preenche meus vazios.
Não entende nem mesmo meus apelos silenciosos.
Não enxerga minhas necessidades.
Minhas urgências não te alcançam.
Por isso, estou definitiva e irremediavelmente decidida a te expulsar de dentro de mim. Não vou deixar que me tire o sono, que me roube a paz, que me arranque as esperanças. Estas são as únicas coisas que me restaram para me agarrar a sanidade e permanecer VIVA. Vai doer, eu sei, mas não tenho mais espaços para sonhos, devaneios e demônios interiores no meu caminhar. A vida precisa ser leve, já que é curta.
Também sei que as paixões são longas, mas se o sentimento vai e não volta deixa tudo mais longo ainda. Inclusive as dores.
Para que a vida não se arraste, se necessário for, abandonarei os amores.
Inclusive estou TE (DES)ESCREVENDO para te desenraizar de dentro de mim.

Karolyne Gilberta.

domingo, 2 de setembro de 2012

Cura para todo o mal

Qual será a cura ou a salvação para toda essa loucura?
Me perguntas mas eu não tenho resposta.
Talvez até tenha, mas será que você merece?
Será que você realmente precisa?

Essa dúvida me persegue e não consigo deixá-la ir.
Em casos como esse deixo quem tem propriedade falar por mim.
Deixo que Caetano lhe traga a resposta:

“Não tenho nada com isso nem vem falar
Eu não consigo entender sua lógica
Minha palavra cantada pode espantar
E a seus ouvidos parecer exótica

Mas acontece que eu não posso me deixar
Levar por um papo que já não deu
Acho que nada restou pra guardar
Do muito ou pouco que houve entre você e eu”.


Do MUITO POUCO que houve (?) entre você e eu.

Karolyne Gilberta

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A dor de não ter dons

Gostaria de ter facilidade de expressar aquilo que sinto e penso em palavras;
Queria escrever belos textos, com palavras doces ou leves para encantar as pessoas e fazê-las ter vontade de lê-los com sofreguidão, vontade de se afogar no mar de minhas letras;
Gostaria que meus textos proporcionassem uma necessidade insaciável,
incontrolável,
uma sede,
uma fome,
um querer desfrutar cada vez mais do mundo  por mim escolhido.
Tanta coisa que eu queria...

Karolyne Gilberta.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

INdiferença

Ela gastava os dias e as horas pensando amenidades/desimportâncias. Sabia que isso não fazia diferença para o mundo, mas, quem se importava?
Aquilo também não fazia diferença para ela...



Texto escrito em 21.01.2010

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Um querer sem fim

Gosto de vermelho, rosa e tons de lilás, mas, ainda prefiro o preto.
Gosto de cheiro de flor de laranjeira, de frutas e de leite, mas, ainda prefiro o cheiro que emana do corpo daqueles que amo.
Gosto do silêncio e do frescor da madrugada, principalmente em noites de chuva.
Gosto de conversar, falar até a exaustão confidenciando segredos aos que confio.
Gosto de abraços, beijos, afeto e muito carinho.
Gosto de ser solícita, companheira e leal, mas, posso ser exatamente o oposto quando necessário.
Na verdade eu não gosto, eu não sei gostar. Eu só sei querer...

Karolyne Gilberta.