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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Insaciável

A imagem está do outro lado da tela, mas ainda assim é latente o querer
Apetite crescente...
Ânsia de cair de boca naquilo que meus olhos contemplam
As palavras libidinosas completam o cenário do crime
Verto promessas de gozo por todas as cavidades
Em pouquíssimos segundos tudo transborda
Meu corpo suplica teu corpo, que febril acossa minha libido
Me coloca contra a parede sem nem mesmo encostar em minha pele Minha retina te escrutina
M E T I C U L O S A M E N T E
Poro por poro
Pelo por pelo
Te navego e no mar do desejo incendeio
Apago meu fogo te rendendo longas, lânguidas e líquidas homenagens
Descanso no cio que não extingue nunca.
Adormeço fera saciada, mas acordo no dia seguinte com a mesma fome do dia anterior!
 
 
Karolyne Gilberta

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Distância, desejo, deságue



Nessa distância que insiste em ser nossa realidade diária
e seguindo os instintos mais puros e primitivos
(que são os que sempre guiam meus passos)
Atravessei o dia inteiro excitada pensando em você
Sofrendo sozinha rodeada por muitos,
pois sem poder ser comida,
pois sem poder lhe comer
Sem alívio para uma dor que não dói de fato,
 mas consome as entranhas por um fogo que não cessa
Deslizando por minhas íntimas partes,
vontades de um inconsciente consciente
oceano... fogueira
Calcinha molhada, ventre em brasa
E uma vontade imensa de me espalhar por teu corpo
(aquele que também é minha casa)
Desfrutando-o!
Degustando-o!
Desfazendo-me!
Estarmos nus na mesma cama,
reféns dos corpos subjugados por segundas-terceiras-quartas intenções
Intenções de quinta numa terça qualquer.
Incêndio certo.
Arrebatada pelos quereres
Corroída pela vontade infinda de engolir teu membro
que sei agora repousa tranquilo entre tuas grossas pernas
cercado de poucos pelos e duas bolas que se encaixam perfeitamente entre meus lábios
Vibrar ao toque de tua boca habilidosa em busca de novos caminhos sob minha pele
Minhas mãos desvairadas que sempre tateiam tuas costas largas a procura de um porto
Vítima da mania incontrolável de assanhar com os dedos teus encaracolados
e negros cabelos (negros como as asas da graúna, já dizia alguém)
...da ânsia de soprar em teus ouvidos desejos, até o momento não externados
e repeti-los até transformá-los em uma realidade irreversível
indecências ditas em baixo tom
tatuadas nos poros, entranhadas nos corpos
Depois de retirá-las da mente atirando-(nus) sobre o colchão




Karolyne Gilberta

sábado, 1 de fevereiro de 2014

De dentro

Quando me tocava, diante do olhar curioso dele,
estalou-me a imagem dela na mente
e veio mesmo assim de repente
como coisa que é para não ser, mas é.
À excitação rendi-me!

Momentos depois no meio de um novo ato
me apareceu outra vez como uma certeza
do que eu queria ter entre os lábios, minha presa,
do mesmo jeito que ele me tinha entre os dele
naquele momento sublime a me sugar.

Afundando sua cabeça entre minhas pernas
Sentia a língua dele e as outras vontades que vinham junto
Perdida no meio da novidade do assunto
Deixei que a mente e o corpo guiassem minhas sensações.
No desejo perdi-me!!

Deitada de costas
Com as mãos ansiosas enlaçando os seios
Pensava meio torto que ela podia ser meu recheio
Enquanto eu era fartura na boca dele também
Café, almoço, sobremesa e jantar!!!
 
 
Karolyne Gilberta

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Regalo

Ele cuida tão bem de meus pequenos e grandes lábios
que onde passa, serpenteando sua língua morna,
me arrepia os pelos e me faz contorcer de uma agonia deliciosa.
Só de recordar minha boca se enche de saliva
e escorro quando lembro como corre ligeiro sugando o que é meu regalo
e afunda em mim seus dedos experientes que vagueiam em busca de meu gozo.
A pele se inflama, vira pólvora e implora o toque da boca.
Já conhece meu ritmo e, para me deixar perdida, sempre inventa novos caminhos
Os beijos na vulva envolvem meus sentidos e irrompo em gemidos
antevendo a perda do juízo no gozo final.






Karolyne Gilberta

domingo, 9 de setembro de 2012

Ode ao boquete


Entôo esse pequeno cântico de louvor e agradecimento para essa gloriosa criação humana
Que de tão magnífica poderíamos dizer que é fruto da superioridade divina
Motivo de alegria infinda, prazer para executor e ‘executado’,
É a felicidade possibilitada pela felação, para quem recebe,
Toda delícia advinda da sucção de um pau para quem faz!

Para tal trabalho tão criterioso há que se ter boca de ir a Roma, de ir ao fim do mundo, de ir ao caralho de quatro, de literalmente meter a cara!
Uma garganta que se deixe ser túnel, que deixe a ‘caravana’ passar.
Dentes que façam um trabalho tão discreto e silencioso que nem se perceba sua existência.
Mãos que auxiliem segurando com firmeza, mas sem agressividade para não estragar a diversão.
Olhos de chupar... de devorar ... e que ajudem a ambientar a degustação.

Desafio um homem que seja em todo o mundo capaz de dizer que não seja esse o momento de máxima ventura.
Que recuse em seu pau ou mesmo em suas bolas lambidas vigorosas, chupadas firmes, mordiscos de leve...
Que não entre em transe por ser vítima de um passeio de um extremo ao outro.
Que se prive do prazer de dar uma empurrada como quem nada quer puxando a cabeça do executor com força para entrar com tudo, quem sabe até com ‘todos’.

Toda a concentração necessária para fazer com que o mastro se erga! Que a bandeira se levante e agite.
Deixar que o órgão exposto abandone a inércia e se mantenha em posição, em riste, pedindo para ser devorado!
Implorando para ser aquecido ao contato da saliva, bem cuidado pelas mãos que o envolvem!
Quente! Pulsante com suas veias dilatadas com o fluxo sanguíneo que não para e só aumenta a velocidade.


A glande dilatada, pronta para ser engolida, preparada para expulsar o mais doce e precioso liquido de dentro de si.
É a diversão que é servida aos jorros, em jatos claros e sem destino certo. É a liberdade que surge da expressão genuína do prazer.
É um dom que nem todos possuem, apesar de, por vezes, muito esforço empreenderem.
Assim sendo, que assim seja e bendito proclamado sempre será o criador do boquete.
O ser que com tamanha astúcia possibilitou que criatura e criador pudessem juntos saciar seus instintos animais de engolir-se,
De devorar-se tal qual canibais!!

Karolyne Gilberta

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Ao centro da questão

Me puxa.
Sobe e desce.
Me lambe.
Entra e sai.
Beija cada pedaço de minhas carnes.
Sobe e desce.
Me morde.
Assanha meus cabelos.
Entra e sai.
Me monta, me ganha.
Entra, mas não sai. Permanece dentro.
Desce...
Me obedece e chupa.
Abandonemos as sutilezas e vamos direto ao ponto.
Ao meu ponto G.

Karolyne Gilberta.