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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Eu vi a lua brincando de se esconder

Eu vi a lua brincando de se esconder
Matreira por entre montanhas e enormes pedras
Seguia bravia de encontro ao amanhecer

Eu vi a lua brincando de se esconder
Num meio sorriso – sorriso do gato
Deixando os espectadores a se entorpecer
Eu vi a lua brincando de se esconder
Numa noite de muitas estrelas
E bichos cantantes que rasgavam o negro céu da noite e faziam o silêncio romper

Eu vi a lua brincando de se esconder
Com seu brilho incandescente
Menina sem rédeas, encantada com sua singeleza
Fazendo em suas longas tranças brancas da realidade eu me perder
 
 
 
Karolyne Gilberta

sábado, 20 de julho de 2013

Nas desconhecidas montanhas negras fiz meu descaminho

Eu que nunca tive medo de aventuras
Vivo na fissura de vencer essas montanhas negras
Minha tara atravessá-las, possuí-las, desbravá-las
Caminhando rumo aos cumes para minha bandeira neles fincar!

Eu que nunca tive medo de aventuras
Encanto-me do tanto que elas transmitem doçura
Altivas, plácidas, violentamente escuras
Perenes, instantes... destarte a me clamar dominação!

Eu que nunca tive medo de aventuras
Anseio contornar essas ensandecedoras curvas
Que saltam por sobre as margens infames
De teu sedutor e abastado corpo moreno!

Eu que nunca tive medo de aventuras
Por entre as retinas fechadas já viciadas vejo-te
Despida, crua, deliciosamente nua, deitada
Insolente a encarar-me por sobre as empinadas montanhas!

Eu que nunca tive medo de aventuras
Ofereço meus abraços/abrigos para fazê-los seus!
 
Karolyne Gilberta