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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Dias... devir

Noite em claro
Coração estilhaçado
Eu juntando os cacos
E todas as incertezas
Dessas que em mim habitam
Com muitos vícios
E tantas dúvidas
Vacilante, louca
Tentando me achar no mundo
Perdida em teus passos
Desejando teu colo
E me quebrando ao meio para te conseguir
Me desdobrando
Te machucando
Me fazendo sangrar
Te sufocando
Me aprisionando
E te querendo sem saber fazê-lo
Te roubando o ar e enchendo de responsabilidades
Transformando meu abraço em espinho
E sendo o pior...
Exatamente na vã tentativa de ser o inverso.
 
 
Karolyne Gilberta

É nu meu coração cru

Incoerência
Aconchego
Paixão
Desejos
Libido
Vulcão
Insanidade
Ternura
Prisão
Excessos
Fogo
Ambição
Saudade
Vexames
Solidão
Abraços
Barulho
Alucinação
Correnteza
Loucura
Confusão
Medos tolos
Coragens absurdas
Metade me doando inteira, a outra metade dizendo não
Peito aberto
Riso frouxo
Abertura de caminhos em meio à escuridão
Escândalo
Liberdade
Inquietação
Batom vermelho
Sonhos intranquilos
E de muito amar, nem sei mais o que me dá-ói no coração
 
 
Karolyne Gilberta

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Ele
vício
Eu
mãos atadas em queda livre
rumo ao precipício
 
 
 
Karolyne Gilberta

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Cada novo dia carrega um pouco de morte em suas horas

Foi uma noite difícil como há muito não vivia.
Acostumada com suas incertezas,
apesar de teimar em não desejá-las em minha vida,
soou surreal, até para mim, decidir abandoná-las.
Não tê-lo entre as mãos foi sempre uma de minhas maiores certezas,
mas só de imaginar não tê-lo de forma alguma no dia seguinte
fez meu coração bater fraco e o sangue esquecer o caminho.
As lágrimas retidas na retina repleta de ti
teimando em comprimir o peito e impedir a respiração.
Fiquei aqui estática tentando acreditar em mim
e não transformar essa em mais uma promessa de canto de gaveta.
Desatravessá-lo de minhas pálpebras para finalmente dormir
foi a busca vã na noite longa, escura e fria,
mas prevejo uma busca que há se perder nos dias...
nas idas sem vi(n)da do coração descompassado!


Karolyne Gilberta

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Soul


Flores no cabelo
A alma lavada
Coração cheio de amores
Ela passa como quem nada teme
Bailando ao som de seus versinhos
Toda prosa e pomposa
Vento pelas ventas
Olhos fixos no horizonte
Coberta de cores
Cantarolando pequenas cantigas doces
Uma vida toda pela frente


Karolyne Gilberta.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

De como me sinto quando você reaparece para mim


Quando finalmente o telefone gemeu com a chegada da mensagem avisando-me de sua procura por mim, meus pés voltaram ao chão. Na indecisão da resposta ainda fiz um ‘quero sem querer’ internamente para não criar muitas expectativas sobre aquilo. Fingi não dar importância, mas no fundo exultava. Ter uma quase certeza do reencontro era mais importante que todo o resto, talvez o instante significasse mais que a própria vida naqueles minutos.



Karolyne Gilberta

sábado, 3 de novembro de 2012

Retida

Uma incerteza no significado das coisas: não move o mundo, muito menos a mim.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Por sua conta

Dominada, contaminada, arrebatada:
Fiquei assim por sua conta.
Querendo estar em seus lençóis,
Aconchegada em teu peito,
Dona de tua cabeça,
Refém de teu corpo,
Resposta de teus instintos,
Personagem de teus sonhos,
Abrigo de teus silêncios,
Embriagada por teu cheiro, por teu gosto,
Apoderada de teu cio,
Presença em seu adormecer e despertar,
Ninho em teus braços,
Repouso de teus abraços,
Companhia de teu caminhar,
Parte de tuas histórias,
Refúgio para tuas inquietações,
Primavera e verão de teus dias,
Preenchimento de teus espaços.
Tão tanto, tão parte, toda assim... por tua conta.


Karolyne Gilberta

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Aprisionada


Ela sabia que estava sendo estragada por aquele sentimento, mas não conseguia se livrar daquela prisão. Sentia-se atormentada e atordoada, mas tinha a convicção que precisava daquilo mais do que do ar que respirava. Cada confronto, cada conflito... ansiava pela chegada destes para lhe preencher a existência.

Karolyne Gilberta.

Mil jeitos


Sua fome. Sua febre. Sua razão de ser.
Sua sede. Sua rede. Seu anoitecer.
Seu peito. Seu jeito. Sua forma de ver.
Sua veste. Sua prece. Sua contradição para agradecer.
Seu nome. Seu esconderijo. Sua beleza de viver.
Sua dança. Seu canto. Sua maneira de amanhecer.
Sua vida. Sua lida. Mil diferentes jeitos de se sofrer.

Karolyne Gilberta.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O fardo dos dias...

E haveria punição maior para ela que carregar durante toda sua vida o fardo de ser quem era?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Não sei se para meu bem ou mal não sei ser outra coisa que não seja eu mesma; o que não diz muito... não sou muito de permanências.
Uma das grandes vantagens de ser quem se é, é poder ser a cada momento uma forma/coisa completamente nova!


Karolyne Gilberta.

domingo, 4 de julho de 2010

Reencontro


Continuo amando e dando vexame....
Muito vexame por sinal.
Meu reencontro com ele foi trágico.
No próximo reeencontro espero estar curada dele e dessa paixão imbecil! Ou não...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Um sorriso



 Todas as boas lembranças que tinha para contar faziam-na rememorar um sorriso.
Não um sorriso grande e barulhento como os que costumava ofertar ao mundo, era um sorriso tímido, daqueles de canto de boca. Um sorriso que surge de dentro para fora; que começa na alma atinge o coração e fica dividido entre os lábios e os olhos. Aqueles sorrisos de gente boba, apaixonada, de quem quer ocultar ao mundo a profusão de sentimentos que borbulham dentro de si. Um sorriso que vacila entre “se apresentar mulher” ou deixar falar a menina que habita inquieta em seu ser.
Mas o sorriso que se lembrara durante o banho naquele dia era um desses sorrisos e ainda tinha um “Q” a mais. Era uma de suas melhores lembranças, um de seus “melhores” sorrisos.
Em seu início nem tinha ideia que lembrar-se-ia dele mesmo com o passar do tempo, mesmo com a distância que havia entre ela e aquele que lhe provocara aquele sorriso... Só sabia naquele dia, só percebera naquele banho que possuía recordações nítidas do momento que dera origem a ele.
Rememorava agora as cores das luzes que a rodeavam na fatídica noite, das conversas que aconteciam entre os membros da mesa, mas, que ela preferia não prestar atenção para tentar dominar o “bate-boca” interior; dos cheiros que se esbarravam, pois, estes eram muitos. Haviam as bebidas, haviam os perfumes, haviam ainda as essências corporais de cada um. Recordava-se ainda da música que tocava e como sua insistência havia lhe rendido a companhia do dono do sorriso na dança de pelo menos metade das músicas...
Não se lembrava de uma noite que tivesse dançado tanto e tão alegremente ao lado de um parceiro. Estava extasiada, apaixonada e embevecida! Não se recordava de haver dormido ou não naquela noite tamanha era a euforia que tinha dominado seu ser naqueles instantes, mas, tinha a angustiante certeza que não dormiria ressuscitando aquelas suaves e doces lembranças.
Tinha que admitir: aquela havia sido uma noite feliz!Só doía-lhe admitir isso depois que todo o encanto e magia seqüenciais ao primeiro sorriso, que se seguiram de muitos outros, obviamente, tinham se perdido no tempo e espaço atropelados pela carruagem desenfreada que é a vida!

terça-feira, 16 de março de 2010

Excessos

Ah!,
Eu não  quero a pequenez das coisas mal vividas,mal  acabadas.
Quero a plenitude com direito a todos seus excessos!
Quero o romper do dia com todos seus encantos!
Quero  tudo àquilo que me queima e absorve...
Quero o todo em grandes quantidades!

Karolyne Gilberta.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

E (in) m...compreensão?

 Sou um texto mal escrito repleto de palavras dispersas que juntas formam um conjunto incompreensível.
Tentaria eu descrever-me se desvendar-me ao me desnudar não  fosse a parte mais complexa do processo.
Descubro assim que jamais será  possível descobrir o eu que existe em mim.


Karolyne Gilberta

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Um querer sem fim

Gosto de vermelho, rosa e tons de lilás, mas, ainda prefiro o preto.
Gosto de cheiro de flor de laranjeira, de frutas e de leite, mas, ainda prefiro o cheiro que emana do corpo daqueles que amo.
Gosto do silêncio e do frescor da madrugada, principalmente em noites de chuva.
Gosto de conversar, falar até a exaustão confidenciando segredos aos que confio.
Gosto de abraços, beijos, afeto e muito carinho.
Gosto de ser solícita, companheira e leal, mas, posso ser exatamente o oposto quando necessário.
Na verdade eu não gosto, eu não sei gostar. Eu só sei querer...

Karolyne Gilberta.