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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Sonhei com teu membro rijo



Sonhei com teu membro rijo retido entre meus lábios
Abrindo passagem por minha língua sedenta e dentes famintos
Deixei que fosse entrando sempre mais fundo
Você segurando para isso minha cabeça entre suas mãos
Senti suas bolas meu queixo roçando
Delirava no teu alternar das estocadas dum ritmo rápido para o lento
(e vice-versa)
Consumou-se a festa do gozo entre dois corpos sedentos
Sorvi gota por gota
Alimentei-me até fartar
Acordei ofegante com teu gosto ainda em meu paladar



Karolyne Gilberta

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Insaciável

A imagem está do outro lado da tela, mas ainda assim é latente o querer
Apetite crescente...
Ânsia de cair de boca naquilo que meus olhos contemplam
As palavras libidinosas completam o cenário do crime
Verto promessas de gozo por todas as cavidades
Em pouquíssimos segundos tudo transborda
Meu corpo suplica teu corpo, que febril acossa minha libido
Me coloca contra a parede sem nem mesmo encostar em minha pele Minha retina te escrutina
M E T I C U L O S A M E N T E
Poro por poro
Pelo por pelo
Te navego e no mar do desejo incendeio
Apago meu fogo te rendendo longas, lânguidas e líquidas homenagens
Descanso no cio que não extingue nunca.
Adormeço fera saciada, mas acordo no dia seguinte com a mesma fome do dia anterior!
 
 
Karolyne Gilberta

sábado, 1 de fevereiro de 2014

De dentro

Quando me tocava, diante do olhar curioso dele,
estalou-me a imagem dela na mente
e veio mesmo assim de repente
como coisa que é para não ser, mas é.
À excitação rendi-me!

Momentos depois no meio de um novo ato
me apareceu outra vez como uma certeza
do que eu queria ter entre os lábios, minha presa,
do mesmo jeito que ele me tinha entre os dele
naquele momento sublime a me sugar.

Afundando sua cabeça entre minhas pernas
Sentia a língua dele e as outras vontades que vinham junto
Perdida no meio da novidade do assunto
Deixei que a mente e o corpo guiassem minhas sensações.
No desejo perdi-me!!

Deitada de costas
Com as mãos ansiosas enlaçando os seios
Pensava meio torto que ela podia ser meu recheio
Enquanto eu era fartura na boca dele também
Café, almoço, sobremesa e jantar!!!
 
 
Karolyne Gilberta

domingo, 2 de setembro de 2012

Debaixo dos lençóis

Órgãos sexuais agitados se encontram.
Ficam confusos, pois tem penetras no meio da história.
Quantos seriam?
Entre cadeiras, sofás, colchões e lençóis.
Peitos, bucetas, paus e o caralho a quatro.
Saliva, suor, esperma... secreções... excreções.
Gemidos.
Gritos.
Gemidos cada vez mais aLTOS. Mais fortes.
Velas, chicotes, vendas, doces... delícias.
Tudo muito confuso; todos meio perdidos no deleite.
É tudo uma grande orgia. Uma PUTAlegria sem fim.
Moralismos deixados do lado de fora da porta.
Resultado: um prazer que nem se pode mensurar.



Karolyne Gilberta

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Epigrama

"Amar, foder: uma união
De prazeres que não separo.
A volúpia e os prazeres são
O que a alma possui de mais raro.
Caralho, cona e corações
Juntam-se em doces efusões
Que os crentes censuram, os loucos.
Reflete nisso, oh minha amada:
Amar sem foder é bem pouco,
Foder sem amar não é nada."


La Fontaine.