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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Desnecessidades

Se fores laço aconchega-me em teu abraço.
Não faças de mim capacho.
Não me deixa perdida de cabeça para baixo.
Nem me mantenha presa em teu encalço.
Não quero ser sombra... tampouco preciso ser rastro.

Karolyne Gilberta.

Flamejante

Me chamas
Estremeço
Passas
Enlouqueço
Me tocas
Amanheço
Vais embora
Enfureço
A vida segue
Mesmo assim não me esqueço!

Karolyne Gilberta.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O que me sobrevém


Queria saber se esse silêncio tem sido incômodo só para mim ou se de alguma maneira te afeta.
Queria saber se esse vício é só meu ou de algum jeito te acerta.
Queria saber por que agora ando sempre assim dessa forma tão alerta.
Queria saber se essa vontade te machuca tanto que também te aperta.
Dá um sinal que isso tudo é real que eu sigo a tua seta.





Karolyne Gilberta.



segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Silencioso burburinho



A sombra de uma luz tênue surgem pensamentos desconexos em minhas mãos.
Peço para que façam silêncio para que eu possa respirar aliviada.
Amargurada sinto-me com mãos não tão ágeis quanto o pensamento e pensamentos não tão organizados quanto meus pertences pessoais.
Nem o quarto vazio nem o silêncio conseguem aliviar a sensação sôfrega de exorcizar demônios interiores através da escrita.
Risco inúmeras vezes o texto. Quem me dera pudesse fazer o mesmo com a vida e recomeçar tudo outra vez.

Karolyne Gilberta.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Gozar da vida


Cansada de ser fodida pela vida decidiu que foderia com o mundo inteiro.
Treparia feito louca, gozaria como nunca.
Daria, daria sim, mas daria tanto e de tal forma que a vida nunca mais se atreveria a afrontá-la ou a foder-lhe sem seu consentimento.




Karolyne Gilberta.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Eu sei que queres me ter
para sempre que quiseres meter
fazê-lo enfurecidamente a temer
que o gozo enfim acabe.

 K. G.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Ferozes



Espalhados sobre o lençol
Indomáveis e descontrolados
Fartos e despudorados
Ferozes eles são.

Perdidos pelo chão da casa
Escondidos nas roupas e móveis
Insatisfeitos ou acomodados
Ferozes eles são.





Iluminados pela luz do dia
Banhados pelas sombras da noite
Dourados ou enegrecidos
Ferozes eles são.





Abraçados pela brisa cálida
Açoitados pelo vento gélido
Repousando ou em movimento
Ferozes eles são.

Contidos ou descontrolados
Absolutamente ferozes
meus cabelos são.


Karolyne Gilberta.

Pau grande não é garantia de qualidade


Essa moçada de pau grande que acha que não precisa de mais nada porque acredita que já tem o ouro.
Não sabe foder direito.
Não sabe chupar uma buceta.
Nem supõe os usos possíveis para o material que tem.
Malditos “tranZões”.

Coisa de criança que descobriu que brincar no parquinho próximo de casa é muito cômodo, mas, ainda não descobriu que, às vezes, mas nem todas as vezes, vai ser divertido. Em todas as outras vai ser apenas repetição.

De que adianta ter um carro potente se você não sabe pilotar a máquina?
Essas criaturas não deveriam ter direito a “tirar habilitação” nunca.
Prefiro os reles mortais de pau mediano tentando compensar sua “defasagem” a esses boçais.

Karolyne Gilberta.

Vem

Traz seu sexo rijo.
Me açoita.
Traz sua doçura e virilidade.
Me desnuda.
Traz suas palavras debéis e seus palavrões.
Me comove.
Traz seu corpo perfumado.
Me embala.
Vem fazer meu deleite.
Me faz sentir prazer em pequenas e inesquecíveis doses. 


Karolyne Gilberta.

Sê leve, coração!

Vadio.
O coração ou eu?
Minhas paixões eternas e inconstantemente constantes.
Minha natureza provocativa
Pertencer ao mundo e o mundo me pertencer.
É meu presente da vida por deixar que a paixão e o tesão sempre me guiassem.

Karolyne Gilberta.

Leve, leve, leve

Acordar a seu lado e acariciar seus cachos de anjo decaído.
Sentir o toque de suas mãos que delicadamente procuravam por mim naquela manhã.
Era um deleite e um presente.
Continuar a noite que não queria que tivesse tido fim.
Transformar o dia e as cores.
As dores e os amores.
Entender que a vida pode ser mais simples e leve do que parece.

Karolyne Gilberta.

Provocações

Anseios, meus seios, seu recreio...
Seus pelos, meus cabelos, o fim de nossos apelos...

Me morda.
Sacie suas vontades, realize seus sonhos, satisfaça-se.
Aceita minhas provocações.
Vem e arranca minhas roupas.

Aconchegue-se em meus seios e faça deles seu abrigo.
Apalpe minhas coxas e nádegas e faça delas seu caminho.
Mergulhe em meus olhos e descubras suas verdades.
Vasculhe minha boca e navegue como se ela pertencesse somente a ti.
Puxe meus cabelos e me deixe de quatro, me deixe bamba, me deixe boba.

Pele, suor, movimentos firmes numa sensação tão doce e estranha quanto o da existência da eternidade...
Se lance sobre mim como se fosse sua última moradia na Terra.
Sussurre não só as coisas sórdidas, mas tudo aquilo que desejares.
Se jogue em mim e deixe que meus braços, boca e mãos passeiem por teu corpo e o tranquilizem
... acalmem teu sexo.
Penetra-me.
Rouba minhas vontades e arranca meus segredos.
Traga seus desejos mais secretos e junte-os aos meus.
Me faça abandonar minhas certezas ou a vontade de tê-las,
mas antes vem... e tira minhas roupas.

Descubra-me nos teus sonhos,
em teus pensamentos,
em tua respiração.
Perceba-me de tal modo que não consigas mais viver sem implorar minha presença em ti,
meu corpo em sua cama todas as noites...
meu perfume espalhado por tua roupa e teu inconsciente...
meu riso te preenchendo os vazios.
Não interessa saber o que faremos, quem seremos, menos ainda aonde chegaremos.
Só vem, e arranca minhas roupas.
Karolyne Gilberta.

domingo, 19 de agosto de 2012

Secura

Já não choro.
Há muito tempo deixei de chorar: lágrimas já não expressam mais o que sinto.
Me sinto vazia por dentro, mesmo estando tão cheia.
Os sentimentos e sensações se avolumam e vão encharcando minh'alma. Transbordantes se me apresentam.
É como se o mundo, cada dia mais mesquinho, não conseguisse abrigar a mim e minhas necessidades.
Inundada de pensamentos que me tiram o sono; de vozes internas que não silenciam e incessantemente me fazem ter medo até de promover encontros com meu eu interior.
É o sono que não chega...
É a felicidade que não chega...
É a angústia que não vai...
É esse mundo tão cheio de pessoas vazias que me fazem cada dia mais ter medo de me tornar mais uma delas.

Karolyne Gilberta.

Coisas que aprendi com os relacionamentos nem tão amorosos assim

  • Que você  nunca conhecerá a pessoa que convive com você diariamente...
  • A não ter relacionamentos anteriores...
  • Porque mulheres queimaram sutiãs em praça pública...
  • Porque acontecem crimes passionais amorosos...
  • Porque divórcios aumentam de forma vertiginosa...
  • E também porque casamentos saíram de moda...
 Karolyne Gilberta



Sobre aparências e idealizações

As vezes a gente pensa que conhece as pessoas, mas vem o cotidiano com suas ações implacáveis e nos mostra o contrário.
Idealizamos sonhos, possibilidades, desejos... e a gente vai acreditando que um dia vai realizá-los, mas a realidade também consegue se impor mostrando que nem sempre aquilo que queremos é aquilo que teremos.
Juntar essas pessoas e essas idealizações é, por vezes, nosso maior desejo, mas, a gente vai descobrindo aos poucos que aquilo que pensamos que sabemos não é exatamente do jeito que parece ser.
A torrente nos carrega antes mesmo que saibamos para onde estamos indo [...] e tem horas que é melhor simplesmente se deixar levar.


Karolyne Gilberta.

sábado, 23 de outubro de 2010

Mais uma vez, e outra vez, ainda...


Filme repetido que se é obrigado a assistir é tão cansativo....
Repetir as experiências então, mais cansativo ainda!
Pessoas cansam, ainda mais no momento da fraqueza, da tristeza, da frustração.

Queria não ter vivido tanto assim...
Não ter experienciado tanto assim...
Queria na verdade não ter que viver para ver o final desse filme outra vez.

sábado, 24 de julho de 2010

Traição é o quê?

Traição é omitir fatos, é não gostar e manter junto por conveniência ou aparência, é fingir algo que não se sente, é estar por obrigação. Isso é traição. Traição não é aquela coisa boba que as pessoas tanto se preocupam. E daí que a pessoa tenha relações físicas e sexuais com outra? Se isso não diminui o afeto, o respeito e a possibilidade de fazer bem o outro não há traição.
Carne é carne e tão somente carne. Nada além.

Karolyne Gilberta.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Não sei se para meu bem ou mal não sei ser outra coisa que não seja eu mesma; o que não diz muito... não sou muito de permanências.
Uma das grandes vantagens de ser quem se é, é poder ser a cada momento uma forma/coisa completamente nova!


Karolyne Gilberta.

domingo, 4 de julho de 2010

Reencontro


Continuo amando e dando vexame....
Muito vexame por sinal.
Meu reencontro com ele foi trágico.
No próximo reeencontro espero estar curada dele e dessa paixão imbecil! Ou não...