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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Conto breve sobre a brevidade da vida

Inventava e se contava histórias emocionantes sobre sua vida e fazia daquele lugar em sua mente um mundo feliz. Ali era uma mulher realizada, cheia de alegrias e tinha paixões que lhe preenchiam os dias e a existência, mas em sua vida real (?) era exatamente o oposto daquilo que sonhava. Sem amigos, sem amores, sem emoções. Um vazio que lhe corroia as entranhas e se alimentava de sua incapacidade de se transformar em algo diferente do que era. Nessa vida solitária levava os dias arrastados temerosa do que pudesse o futuro lhe reservar.

Cansada de sonhar decidiu que iria mudar de vida! Deu o primeiro sorriso sincero de que se lembrava ter dado em toda a existência quando arquitetou seu plano infalível: abriu sua farmácia particular e retirou de dentro sua solução. Naquelas pílulas coloridas finalmente encontrou a paz.


Karolyne Gilberta.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Ambiguidades

Tem pessoas que são capazes de transformar pequenas circunstâncias em um verdadeiro duelo de titãs

Pessoas que gostam de causar problemas, gostam de SER o problema.
Ainda me surpreendo com este tipo de gente e de comportamento. Só não me surpreendo mais que com o fato de atrair esse tipo de gente.

Problemas, problemas, problemas...
Nunca se esgotam em si mesmos.

sábado, 23 de outubro de 2010

Mais uma vez, e outra vez, ainda...


Filme repetido que se é obrigado a assistir é tão cansativo....
Repetir as experiências então, mais cansativo ainda!
Pessoas cansam, ainda mais no momento da fraqueza, da tristeza, da frustração.

Queria não ter vivido tanto assim...
Não ter experienciado tanto assim...
Queria na verdade não ter que viver para ver o final desse filme outra vez.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Encher e transbordar

Queria conseguir chorar toda a noite de hoje.
Talvez o dia de amanhã também.
Mas tenho certeza que não.
Não vou conseguir.
É mais forte que eu.
Acontecimentos tristes  se sucedem todos os dias,
mas nada pior que a expectativa nos rodeando e se desfazendo.
É como se um gosto de desgosto me ocupasse a boca toda;
Como se a impotência com seu cheiro característico zombasse e tripudiasse de mim,
de meus anseios, expectativas e esforços;
Como se o impalatável sabor da derrota cerceasse o direito de sentir e estar feliz.
E os incomodados que se retirem,
pois a vida segue imperturbável.
A corrente não se rompe, a rotina não se altera...
Deixar que a tristeza me esgote, transborde, transcenda
é a única forma de voltar a enxergar "a luz no fim do túnel".

Karolyne Gilberta.



Trilha Sonora do e para o texto:
Pavio do Destino - Sérgio Sampaio





Texto escrito 22.10.2010 depois de um abalo e tristeza profunda, mas há de passar.
Sempre passa....