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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Insaciável

A imagem está do outro lado da tela, mas ainda assim é latente o querer
Apetite crescente...
Ânsia de cair de boca naquilo que meus olhos contemplam
As palavras libidinosas completam o cenário do crime
Verto promessas de gozo por todas as cavidades
Em pouquíssimos segundos tudo transborda
Meu corpo suplica teu corpo, que febril acossa minha libido
Me coloca contra a parede sem nem mesmo encostar em minha pele Minha retina te escrutina
M E T I C U L O S A M E N T E
Poro por poro
Pelo por pelo
Te navego e no mar do desejo incendeio
Apago meu fogo te rendendo longas, lânguidas e líquidas homenagens
Descanso no cio que não extingue nunca.
Adormeço fera saciada, mas acordo no dia seguinte com a mesma fome do dia anterior!
 
 
Karolyne Gilberta

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Banquete

Naqueles (todos) dias em que cresce a vontade de ser bem comida e de bem comer, meu corpo denuncia o desejo que carrego em meus membros. Uma umidade leve, quase latejante, me surge entre as pernas e uma gana intensa de ti se apodera de mim. Deito nua e, inevitavelmente, lembro-me de teu corpo. Na necessidade incontrolável de te dizer “me chupa”, antevejo tua boca descendo de meus lábios, se detendo em meus seios (que se erguem em polvorosa) e depois de brincar com as curvas de minhas coxas seguir me secando e me deixando cega de tanto prazer. Descontrolo-me e desmancho toda em sua língua. Derreto. Gozo. Um gozo intenso e ensurdecedor. Boceta molhada... salivante... sedenta... dura... quente... faminta... pronta para te receber. Aumenta a sofreguidão que sinto por teu pau e compreendo que minha febre que por ele nunca cessa. A boca saliva. Meu céu quer abrigá-lo... protegê-lo. Fantasio minha língua passeando desde a cabeça até o final de tuas bolas: abocanho teu falo. Sugo a gota que escorre implorando que eu a devore. Imagino-te adentrando meu terreno em fogo e eu me perdendo de vez. Você me montando. De quatro e depois em cima de minhas costas deitado com o rosto de frente para o colchão. Minhas pernas te comprimindo. Delicio-me te vendo gozar e me sentir gozando em teu membro que agitado pulsa selvagemente. Sinto minhas ânsias satisfeitas, pois teu membro em riste é a única coisa que sacia minha fome... ou deixa-a ainda maior. Meus labirintos também pulsam e minhas entranhas te devoram. Não desejo mais largar. Vontade de foder o dia inteiro... a vida inteira. Você me beija os lábios e geme baixinho. Segura meus cabelos e deixa que tua mão impaciente repouse sobre minhas nádegas. Quando escorres, quero teu liquido em todas minhas cavidades. Em estado de urgência te solicito na boca, boceta e rabo. Assim, tenho-te impregnado dentro e fora de mim. Constato que meu sossego só vem no contato de nossas peles, porque eu gosto é do teu gozo... gosto mesmo é do teu gosto.


Karolyne Gilberta

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Abundante

Pode ser só a banda ou ela inteira
mas não há quem não se arrepie
diante de uma bela bunda.
Empinada fazendo cara de boba
ou displicentemente caída sobre os lençóis.
Redonda e grande tomando conta dos espaços
ou miúda e durinha de jeito a encher as mãos.

Altiva,
Abundante,
Abusiva.
Um verdadeiro desrespeito aos seres humanos invenção tão cruel de somente se ver.
Bundas não podem servir somente para contemplação
ou para suportar o peso da composição humana.
Para felicidade geral, pensemos pois nos usos possíveis da bunda.


Karolyne Gilberta.