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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Porca Parafuso

Anda tudo tão confuso
Meia vida porca, meia vida parafuso
E eu sendo enroscada,
Ora girando para um lado, ora sendo espremida para o outro
Tudo apertando
Um baita dum sufoco
Nem que a vida fosse esse tanto
E que me deixasse do gozo tão pouco
Queria mais que essa desalegria que me circunda infinda
Quem sabe um pouco menos de desgosto


Karolyne Gilberta

Cotidiano

Foram-se os poemas eróticos e as palavras em rima... as surpresas...,
Vieram os telefonemas sempre noturnos e previsivelmente em dias alternados.
Surpreendidos foram pelo cotidiano.
Amarrotados, encaixotados nas paredes do dia-após-dia.
Foram-se as mensagens curtas e declarações do tesão incontrolável, que ainda hoje alimenta a chama de ambos os corpos,
Vieram os eu te amos e algumas juras de “às vezes” eternidades.
Foi-se o derramamento de afeto e a presença nos espaços virtuais,
Vieram, além dos diálogos cada vez mais monossilábicos nas “redes”, os muitos abraços e beijos trocados nos espaços “reais”.
Foi-se a emoção inicial das frequentes chegadas e partidas compartilhadas às vezes em apertados colchões,
Vieram as noites dividindo camas espaçosas onde, muitas vezes também se divide longas crises de insônia e sonhos intranquilos.
Foi-se o medo do compartilhar os afetos,
Vieram as famílias, amigos(as), histórias de ambos para acrescentarem mais vida à vida dos dois.
Foi-se a leveza do “quase relacionamento” que deixava o muito de intimidade de fora,
Veio o fardo das experiências vividas impossibilitando as novas de acontecerem sem comparação com as anteriores.
Foram-se tantas coisas que ela nem sabe dizer, do muito que resiste,
O que vive porque é de agrado e o que subsiste apenas por hábito ou por falta de amar-se mais.
Coisas que foram... gente ... sentimentos... outras que ainda irão... histórias...
Da certeza de saber-se apenas que nada é eterno.
Coisas vão, outras chegam e algumas simplesmente mudam de face.
 
 
Karolyne Gilberta

sábado, 1 de fevereiro de 2014

É nu meu coração cru

Incoerência
Aconchego
Paixão
Desejos
Libido
Vulcão
Insanidade
Ternura
Prisão
Excessos
Fogo
Ambição
Saudade
Vexames
Solidão
Abraços
Barulho
Alucinação
Correnteza
Loucura
Confusão
Medos tolos
Coragens absurdas
Metade me doando inteira, a outra metade dizendo não
Peito aberto
Riso frouxo
Abertura de caminhos em meio à escuridão
Escândalo
Liberdade
Inquietação
Batom vermelho
Sonhos intranquilos
E de muito amar, nem sei mais o que me dá-ói no coração
 
 
Karolyne Gilberta

terça-feira, 12 de março de 2013

Antonimo's

Meu barulho incessante transitando pela constância de seus silêncios
Minha pele clara contrastando deliciosamente sobre sua tez escura
Seus olhos cheios de segredos defronte aos meus cheios de sorrisos
Seus desejos confusos reinando sobre minhas quase certezas
Suas utopias e anseios de mudar o mundo confrontando meus desejos que a vida seja maior no cotidiano
Sua bagunça em meio as minhas tentativas de organização da vida, dos sentimentos, dos dias de ausência
Seus ressurgimentos lutando contra minhas necessidades de permanência
Ainda assim, cada passo seu em meus espaços realimentam a chama que não amorna nunca em meu coração.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Ambiguidades

Tem pessoas que são capazes de transformar pequenas circunstâncias em um verdadeiro duelo de titãs

Pessoas que gostam de causar problemas, gostam de SER o problema.
Ainda me surpreendo com este tipo de gente e de comportamento. Só não me surpreendo mais que com o fato de atrair esse tipo de gente.

Problemas, problemas, problemas...
Nunca se esgotam em si mesmos.

domingo, 3 de abril de 2011

Aiai
Fiquei tanto tempo sem postar aqui que meus textos agora são escritos em agendas, cadernos, folhas de embrulho... alguns simplesmente se perdem na memória... perdi o costume.
Todos falando muito de meu cotidiano, minhas angústias, minhas tensões diárias, minha vida de verdade.
Por ora sem condições e sem tesão também de postá-los aqui!!
Quem sabe um dia eu volte e publique algo mais, se não...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Episódios da vida profissional - vida de professor!

Não sou o tipo de blogueira que dialoga com seus leitores em suas postagens, suponho eu. Até porque não acredito que tenha muitos ou que eles existam de fato.
rs

Mas nesses últimos dias tenho me sentido com mais vontade de falar de "meus feitos" que de minhas preferências literárias e musicais.
Hoje foi um dia interessante. Acompanhei, junto com mais dois professores, os alunos do 8° e 9° ano para uma visita ao espaço das Indústrias Nucleares do Brasil e ao museu da Casa Anísio Teixeira na cidade de Caetité..
Foi a primeira vez que fui como professora responsável. A experiência foi boa, apesar de notar que muitos deles não mostram interesse pela maioria das nossas propostas, mesmo quando pensamos em algo divertido para que eles façam.
O importante foi a interação que o evento em questão nos proporcionou. Deu para quebrar a seriedade da relação aluno/professor que o ambiente que trabalho impõe.
É isso: ser professor não é a coisa mais fácil do mundo, mas tem proporcionado momentos valorozíssimos para mim enquanto ser humano.
Tenho tentado transformar a coisa da melhor forma possível para que não se torne umm fardo para mm.
Até agora vem dando certo.
Tão certo que tenho duas centenas de provas para corrigir esse fim de semana!
 ¬______¬


Me desejem sorte, pessoal.
=D

sábado, 23 de outubro de 2010

Mais uma vez, e outra vez, ainda...


Filme repetido que se é obrigado a assistir é tão cansativo....
Repetir as experiências então, mais cansativo ainda!
Pessoas cansam, ainda mais no momento da fraqueza, da tristeza, da frustração.

Queria não ter vivido tanto assim...
Não ter experienciado tanto assim...
Queria na verdade não ter que viver para ver o final desse filme outra vez.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Encher e transbordar

Queria conseguir chorar toda a noite de hoje.
Talvez o dia de amanhã também.
Mas tenho certeza que não.
Não vou conseguir.
É mais forte que eu.
Acontecimentos tristes  se sucedem todos os dias,
mas nada pior que a expectativa nos rodeando e se desfazendo.
É como se um gosto de desgosto me ocupasse a boca toda;
Como se a impotência com seu cheiro característico zombasse e tripudiasse de mim,
de meus anseios, expectativas e esforços;
Como se o impalatável sabor da derrota cerceasse o direito de sentir e estar feliz.
E os incomodados que se retirem,
pois a vida segue imperturbável.
A corrente não se rompe, a rotina não se altera...
Deixar que a tristeza me esgote, transborde, transcenda
é a única forma de voltar a enxergar "a luz no fim do túnel".

Karolyne Gilberta.



Trilha Sonora do e para o texto:
Pavio do Destino - Sérgio Sampaio





Texto escrito 22.10.2010 depois de um abalo e tristeza profunda, mas há de passar.
Sempre passa....

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Não sei se para meu bem ou mal não sei ser outra coisa que não seja eu mesma; o que não diz muito... não sou muito de permanências.
Uma das grandes vantagens de ser quem se é, é poder ser a cada momento uma forma/coisa completamente nova!


Karolyne Gilberta.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Detalhes nada pequenos

Nossos sorrisos perdidos na imensidão do instante.
Nossas respirações suspensas no delírio do momento.
Nossos corpos agarrados na necessidade de nos pertencermos.
E o curso da vida seguindo freneticamente, ecoando e respingando em nós.
Perguntava-me até onde...

Te aguardando com a impaciência de uma criança que tem sede e fome.
Fazendo barulho, gritando silenciosamente  ao mundo, mas, ele não ouve.
Não! E nem tem porque ouvir.
Não ouve minha súplica desesperada clamando por teu cheiro, por teu toque, por teus carinhos.
Por você em mim!
E muitas vezes dói....dói mais do que se supõe, do que se dispõe, do que a própria vida impõe!

Essas coisas de paixão!
Que machucam... amedrontam... afugentam...
Eu sempre tão  decidida, tão resolvida.
Nessas horas, NÃO.
Tudo desperdiçado.
Tanta volúpia e firmeza.
Eu tão despedaçada.

O mundo não é justo!
Que dirá o amor então?!
Bela peça esta!
E terminou tão desesperadoramente como começou....

Karolyne Gilberta.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Conto breve



Quatro mulheres dividindo uma mesa de bar.
Exceto um drink para uma delas, copos cheios de água de coco.
Três falando desenfreadamente sobre seus problemas e dramas, sobre as "agruras" de ser mulher.
Uma só observando as três falarem ao mesmo tempo e não prestarem atenção ao que as outras falavam.
Cansada de tanto barulho decidiu-se pela conta e volta para o silêncio do lar.
Descobriu que nem mesmo os laços sanguíneos conseguem fazer surgir laços de solidariedade e interesse pelos problemas do alheio quando se está preocupada ao extremo com o próprio umbigo.
Começou a pensar se agia da mesma forma...não obtendo resposta foi dormir na tentativa de afugentar os maus pensamentos.




Karolyne Gilberta.