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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Insaciável

A imagem está do outro lado da tela, mas ainda assim é latente o querer
Apetite crescente...
Ânsia de cair de boca naquilo que meus olhos contemplam
As palavras libidinosas completam o cenário do crime
Verto promessas de gozo por todas as cavidades
Em pouquíssimos segundos tudo transborda
Meu corpo suplica teu corpo, que febril acossa minha libido
Me coloca contra a parede sem nem mesmo encostar em minha pele Minha retina te escrutina
M E T I C U L O S A M E N T E
Poro por poro
Pelo por pelo
Te navego e no mar do desejo incendeio
Apago meu fogo te rendendo longas, lânguidas e líquidas homenagens
Descanso no cio que não extingue nunca.
Adormeço fera saciada, mas acordo no dia seguinte com a mesma fome do dia anterior!
 
 
Karolyne Gilberta

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Uma noite de descanso em meio ao caos

Uma noite anestesiada pelas expectativas
Sorrisos largos e olhares cúmplices furtivamente trocados na mesa do bar
O som
A cor
Os aromas
As peles tornando-se cada vez mais febris
O abandono da companhia
O inventar das fantasias
O vento no rosto relembrando aventuras
A junção dos corpos revelando texturas
O despir
O devir
A intimidade rapidamente conquistada
Os dóceis corpos, os corpos doces, os corpos e os doces...espalhados sobre a cama
Manchas açucaradas pelo lençol
Subidas, descidas, investidas
Cabelos em rabo retorcidos pelas mãos viris
A surpresa da tamanha força contida nos gestos do outro
O braço que alcança a pele que anseia
Mãos e bocas afoitas desnudando o completo desconhecido
Depositando saliva
Transformando o corpo em alimento
A escuridão
O meio termo
Acendem-se as meias luzes
Assinam-se os termos da busca incessante do prazer
Sem descanso
Com desfrute
A garganta que se afeiçoa e adapta ao formato
A grossura
Ao tesão tamanho
A preocupação
O preservativo
A penetração
Os gozos tantos
A boca abocanhando os grossos lábios
A sucção
O prazer que liquido escorre entre as pernas... entre os poros
O orgasmo que num jato quente se confirma
A água esfriando a pele em brasa
Descanso
Olhares mansos
Palavras moles
A conversa fluindo com naturalidade diante dos corpos entrelaçados depois da saciedade alcançada
O sono
O vento nos rostos mais uma vez
O abraço
A despedida
Os bons sonhos pela réstia de manhã que displicente insistia em despontar
A necessidade do recordar e viver tudo aquilo outra vez.
 
 
Karolyne Gilberta

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Mesmo em sonho

Acordei pulsando e ainda sentindo o gosto de teu leite morno e levemente adocicado descendo por minha garganta.
Uma fome que só aumenta caminha impregnada em minha carne.
Um leve formigamento se espalha por minha pele como se sua língua passeasse por meus poros que se encontram em estado de alerta.
Quis te beber e mastigar.
Te alimentar com o desejo que me escorre líquido entre as coxas nesse instante.
Te quis entre os seios... suas mãos a torcer-me os bicos.
Seus lábios fartos me eriçando os pelos da nuca.
Ser devorada por suas garras e me consumir no mais absoluto prazer que nossos corpos sabem se proporcionar.
Te quis e ainda quero.
Longe de teu corpo tento dormir novamente para saciar, nem que seja em sonho, minhas todas as vontades de ti.



Karolyne Gilberta

De dentro

Quando me tocava, diante do olhar curioso dele,
estalou-me a imagem dela na mente
e veio mesmo assim de repente
como coisa que é para não ser, mas é.
À excitação rendi-me!

Momentos depois no meio de um novo ato
me apareceu outra vez como uma certeza
do que eu queria ter entre os lábios, minha presa,
do mesmo jeito que ele me tinha entre os dele
naquele momento sublime a me sugar.

Afundando sua cabeça entre minhas pernas
Sentia a língua dele e as outras vontades que vinham junto
Perdida no meio da novidade do assunto
Deixei que a mente e o corpo guiassem minhas sensações.
No desejo perdi-me!!

Deitada de costas
Com as mãos ansiosas enlaçando os seios
Pensava meio torto que ela podia ser meu recheio
Enquanto eu era fartura na boca dele também
Café, almoço, sobremesa e jantar!!!
 
 
Karolyne Gilberta

sábado, 20 de julho de 2013

Nas desconhecidas montanhas negras fiz meu descaminho

Eu que nunca tive medo de aventuras
Vivo na fissura de vencer essas montanhas negras
Minha tara atravessá-las, possuí-las, desbravá-las
Caminhando rumo aos cumes para minha bandeira neles fincar!

Eu que nunca tive medo de aventuras
Encanto-me do tanto que elas transmitem doçura
Altivas, plácidas, violentamente escuras
Perenes, instantes... destarte a me clamar dominação!

Eu que nunca tive medo de aventuras
Anseio contornar essas ensandecedoras curvas
Que saltam por sobre as margens infames
De teu sedutor e abastado corpo moreno!

Eu que nunca tive medo de aventuras
Por entre as retinas fechadas já viciadas vejo-te
Despida, crua, deliciosamente nua, deitada
Insolente a encarar-me por sobre as empinadas montanhas!

Eu que nunca tive medo de aventuras
Ofereço meus abraços/abrigos para fazê-los seus!
 
Karolyne Gilberta

domingo, 2 de setembro de 2012

Debaixo dos lençóis

Órgãos sexuais agitados se encontram.
Ficam confusos, pois tem penetras no meio da história.
Quantos seriam?
Entre cadeiras, sofás, colchões e lençóis.
Peitos, bucetas, paus e o caralho a quatro.
Saliva, suor, esperma... secreções... excreções.
Gemidos.
Gritos.
Gemidos cada vez mais aLTOS. Mais fortes.
Velas, chicotes, vendas, doces... delícias.
Tudo muito confuso; todos meio perdidos no deleite.
É tudo uma grande orgia. Uma PUTAlegria sem fim.
Moralismos deixados do lado de fora da porta.
Resultado: um prazer que nem se pode mensurar.



Karolyne Gilberta

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Provocações

Anseios, meus seios, seu recreio...
Seus pelos, meus cabelos, o fim de nossos apelos...

Me morda.
Sacie suas vontades, realize seus sonhos, satisfaça-se.
Aceita minhas provocações.
Vem e arranca minhas roupas.

Aconchegue-se em meus seios e faça deles seu abrigo.
Apalpe minhas coxas e nádegas e faça delas seu caminho.
Mergulhe em meus olhos e descubras suas verdades.
Vasculhe minha boca e navegue como se ela pertencesse somente a ti.
Puxe meus cabelos e me deixe de quatro, me deixe bamba, me deixe boba.

Pele, suor, movimentos firmes numa sensação tão doce e estranha quanto o da existência da eternidade...
Se lance sobre mim como se fosse sua última moradia na Terra.
Sussurre não só as coisas sórdidas, mas tudo aquilo que desejares.
Se jogue em mim e deixe que meus braços, boca e mãos passeiem por teu corpo e o tranquilizem
... acalmem teu sexo.
Penetra-me.
Rouba minhas vontades e arranca meus segredos.
Traga seus desejos mais secretos e junte-os aos meus.
Me faça abandonar minhas certezas ou a vontade de tê-las,
mas antes vem... e tira minhas roupas.

Descubra-me nos teus sonhos,
em teus pensamentos,
em tua respiração.
Perceba-me de tal modo que não consigas mais viver sem implorar minha presença em ti,
meu corpo em sua cama todas as noites...
meu perfume espalhado por tua roupa e teu inconsciente...
meu riso te preenchendo os vazios.
Não interessa saber o que faremos, quem seremos, menos ainda aonde chegaremos.
Só vem, e arranca minhas roupas.
Karolyne Gilberta.

segunda-feira, 26 de abril de 2010



Mulher andando nua pela casa
Envolve a gente de tamanha paz.
Não é nudez datada, provocante.
É um andar vestida de nudez,
Inocência de irmã e copo d'água.
O corpo nem sequer é percebido
pelo ritmo que o leva.
Transmitam curvas em estado de pureza,
dando este nome à vida: castidade.
Pêlos que fascinavam não perturbam.
Seios, nádegas (tácito armistício)
Repousam de guerra. Também eu repouso.