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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Regalo

Ele cuida tão bem de meus pequenos e grandes lábios
que onde passa, serpenteando sua língua morna,
me arrepia os pelos e me faz contorcer de uma agonia deliciosa.
Só de recordar minha boca se enche de saliva
e escorro quando lembro como corre ligeiro sugando o que é meu regalo
e afunda em mim seus dedos experientes que vagueiam em busca de meu gozo.
A pele se inflama, vira pólvora e implora o toque da boca.
Já conhece meu ritmo e, para me deixar perdida, sempre inventa novos caminhos
Os beijos na vulva envolvem meus sentidos e irrompo em gemidos
antevendo a perda do juízo no gozo final.






Karolyne Gilberta

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Cio... Deleite... Descanso... Recomeço...

Afoitos
Nos brindamos no coito
Com o proporcionar prazeres um ao outro


Sedentos
Nos jogamos contra o tempo
Comemo-(nu)s sem pausas em movimentos ora doces, ora violentos


Enamorados
Deitamos beijos e carícias por nossos membros deixando rastros de deliciosos estragos
Refestelamos-nos corpo sobre corpo completamente suados





Karolyne Gilberta

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Sob o olhar atento de tua ausência


Nua,
com as mãos entre as pernas
e a lembrar de ti
começo o delírio na festa dos prazeres
abrindo os lábios
superiores em sorrisos indecorosos.
Aos inferiores dispenso tratamento mais demorado
Afastando-os com os dedos.
Inicio meu regozijo
navegando pelas saliências e protuberâncias,
pelas bordas e cavidades, dentro e fora de meu céu.
Com um escolhido penetro minhas reentrâncias
e deixo a umidade lambuzá-lo.
Permito que afoito esbarre em minhas paredes
e nos canais que me levam aos ápices do prazer se perca
Presenteio minha boca,
que sedenta saliva,
com pequenas doses do meu gosto mais honesto:
aquele que vai se alojado entre as dobras e curvas!
Enquanto meus seios,
com inveja de tanta erupção,
vão se intumescendo ganhando força e forma.
Constato que latejam...
é como se gemessem silenciosos.
Respondem a um simples toque da mão e incendeiam.
Me farto.
Volto a atenção mais dedicada aos lábios e va - ga - ro - sa - men - te
massageio-os.
Deixo que minha pulsação dite o ritmo do latejar de minha vulva.
Em movimentos cada vez mais intensos vibro.
Experimento em meu corpo um vulcão despejando larva sem cessar.
Aflita, sinto o gozo se aproximando.
O sangue e o ar me fogem do cérebro.
Ainda arfando concedo descanso ao corpo
abandonada em meio aos lençóis.



Karolyne Gilberta

Viagem pelas terras do deleite sem fim

Unhas curtas cravadas em ti
Desfilo com elas por tuas costas largas
Apetite crescente fincado em cada um de meus membros
Absorvo-te

Tuas mãos sedentas me encontram e enlaçam minhas ancas
Movimentos simples que me fazem perder o senso
Curvas esquadrinhadas pelos sentidos renitentes
Consomes-me

Nariz afundado nas linhas de teu pescoço
Aspiro o cheiro de tua tez ardente...
Fragrância flamejante me invade as narinas
Enleio-me


Faço reféns de meus dedos teus cabelos em desalinho
Sinto o gosto cálido em seu hálito quente
A malícia irrompe bailando em meu céu
Navegas-me

Percorre tua língua voraz minha boca de uma ponta a outra
Meus pelos, refugio das sensações que me provocas,
Insurretos se adiantam. Sublevam em busca de ti
Regalo-me

Frestas devassadas por tu língua engenhosa
A agir talentosa sorvendo os frutos do desejo
Que me brotam entre as pernas e goteja espesso
Despejo-me

Ondas renitentes de prazer sucedem-me
Suspiros. Gemidos. Murmúrios. Oscilações. Deleites. Enlevo.
Invades-me transformando-me em uma verdadeira arena de arroubos de luxúria
Ao fim de entradas, saídas, caricias, afagos, movimentos descoordenados em ritmo crescente, me deixo repousar extenuada sobre ti.

Karolyne Gilberta

Rio, mar, oceano: nós

Ele rio,
olhos doces sorria
Eu mar,
entre caricias vertia
Encontro inevitável
Deságue
Fundíamos... um oceano de redenção em cada perdição!

Karolyne Gilberta

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Lança esse teu olhar sacana
sobre minha direção
Faça graça faça arte
pra chamar minha atenção
Dança com vontade
se acaba na perdição
Flerta com outras, se joga
o que vale é a diversão
Depois volta, e mais uma noite
você estremece na minha mão

Grazi

Imagens mentais

As lembranças inesquecíveis que ficaram não são só suas
Ainda recordo de nós dois abraçados no meio da rua
Em frente à praça, nos amassando contra o muro
Eu tateando por entre o zíper da calça seu membro duro
Sua mão em meus peitos a me apertar os bicos
Entre outras carícias, gemidos e suspiros
Nossa respiração ofegante e as tentativas frustradas de nos manter longe um do outro
Eu virada de costas e você se encaixando em meu dorso
As mãos que sôfregas investiam nos territórios um para o outro não mais proibidos
Mesmo em minha saia longa, que era mais um impeditivo
Realmente inacreditáveis são as imagens que também guardo do momento:
Seu cheiro me levando embora a sanidade. Suas palavras me trazendo entorpecimento.
Não bastasse a rua não tão deserta e toda a adrenalina do lugar impróprio
Cada aproximação das peles nos deixava menos sóbrios
Não apenas uma vez, mas ainda uma segunda
Era imprescindível não permitir que sua mão deixasse de apalpar minha bunda
Lutar contra os desejos e conter minha rubra rosa que de prazer se fazia para você toda molhada
Para que ela não me fugisse entre as pernas de tanto que latejava.
Suas entradas.... minhas bandeiras

Penetração seguida de penetração... n’um crescente e ascendente ambicionar ter-te dentro
Você, conhecedor dos vícios de minhas curvas, sempre caminhando em direção ao meu epicentro
Contra o muro mais próximo tentar me equilibrar
Para após cada orgasmo meu corpo de prazer não sucumbir e fraquejar
Tirar a calcinha encharcada e guardá-la num bolso da roupa
Antes de sussurrar em teu ouvido: “não sei se peço penetra-me ou me fode com força”
E no ápice do gozar sentir você me escorrendo perna abaixo
E com as mãos recolher o que de mais precioso jorra de você
Colocar sutilmente em minha língua e degustar o mais delicioso e puro líquido do prazer!!


Karolyne Gilberta


*Eu sou tão sortuda e tenho amig@s tão lind@s que um deles, o Dan Rocha, fez uma ilustração para o poeminha. É essa lindona que está aí.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Nosso cheiro

O cheiro que exalamos é o melhor cheiro do mundo.
Cheiro de nossa respiração e transpiração misturados um ao do outro,
De saliva espalhada pela pele,
De órgãos sexuais exalando excitação pelos poros,
Cheiro de vertigem durante os orgasmos,
De esperma lançado sobre o corpo,
Dentro do corpo,
Cheiro de bicho quando no cio.
É cheiro misto de doçura e selvageria.
De corpos que ardem... que queimam... corpos em brasa. 



Karolyne Gilberta.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

De que será que mulher gosta?


Dizem que mulher é ‘bicho’ que não gosta de sexo. Quando ouço isso fico me perguntando então o que sou já que me reconheço fêmea, tenho vagina e gosto muito de usá-la. Sou das que acreditam que sexo é coisa de todo dia se possível, e fico excitada já com o trabalho da imaginação quando esta me diz que é dia de foder, ou seja, sempre. Gosto de tudo: das preliminares ao sexo oral, mas, principalmente, da penetração. Gosto por achar parecido com um parque de diversões quando estou no sobe e desce, estando por cima ou por baixo. Gosto dos cabelos e pêlos arrancados nos movimentos bruscos encontrados displicentes pelo corpo alheio, do suor que exala dos poros de ambos nos balanços mais audazes, da língua que encontra lugares impróprios e improváveis para abrigar a saliva que escorre como fruto do tesão pelo outro, dos olhos que maliciosos e provocativos brincam de se revelar e se esconder, o contorcer dos pés quando a excitação é tão grande que se torna incontrolável, das mãos que tentam no controle do corpo do outro através de apalpadelas ou trancos fortes controlar o corpo do próprio dono, os dedos que brincam passeando pelas partes miúdas encontrando cavidades para explorar, ouvidos que ficam atentos aos mínimos movimentos e barulhos que propiciem prazer... Tem coisa mais deliciosa que esse cenário de deleite? Se tem, me apresentem que eu pelo menos desconheço.

 
Karolyne Gilberta

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Coisas que todos gostam ou deveriam experimentar



Um beijo no pé do ventre
Um sussurro ao pé do ouvido
Um cheiro no cangote
Uma lambida no umbigo

A mão entrelaçando-se com outra
Deixar brincando de ser par os dedos
Olhos mergulhados dentro dos olhos
Um cafuné bem caprichado nos cabelos

Uma encostada com jeito contra a parede
A língua correndo pelas costas nuas
Uma mordida de leve na bunda
Os mamilos atiçados pela ação da boca crua

Desfrutar da beleza das delícias da carne
Uma roçada de unhas na pele sedenta
Cravada de dentes no meio das pernas
Corpo contra corpo numa manhã fria e cinzenta


Karolyne Gilberta

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Dilacerante

Sentada no banco do carona pouso a mão em seu membro que aos poucos vai se fazendo notar.
Abro o zíper de sua calça e vou passando levemente o dedo em toda a extensão de seu mastro.
Quando noto a ânsia de meus lábios em seu pênis ficar num nível quase insuportável começo a lamber-lhe sem pressa.
Aumento o ritmo das lambidas e das chupadas, mas não deixo o gozo chegar.
Vou te torturando e me divertindo.

Quando nem eu mesma suporto mais, levanto minha saia, já sem calcinha, e me jogo em cima de ti. 

Vou certeira em teu pau enorme que entra fazendo estrago em minha buceta não completamente úmida.
Rasga minhas entranhas, mas me põe a gemer.
Com os joelhos apoiados em tuas coxas levanto e agacho meu quadril rebolando devagar.
Minha bunda devidamente assentada sobre teu colo.
A fricção de minha virilha contra teus pêlos e de minha bunda contra tuas bolas.
Pressiono meu corpo para baixo para que a penetração atinja a maior profundidade possível.
Tuas mãos empurrando meus ombros para que eu me afunde mais e mais.
Mantenho-me atenta a cada detalhe de nós.
Tua mão pressionando-me um seio e a boca a devorar o outro. Uma mordida voraz.
Balanço mais rápido a bunda... aumento o rebolado.
Você novamente me empurra para baixo... parece querer me partir ao meio.
Inclino para frente e abaixo o rabo definitivamente para que possamos juntos gozar.
Volto para meu assento completamente suada, e, através dos vidros embaçados noto que o sol já dá sinais que quer aparecer.

Karolyne Gilberta.

Um banho de prazer


A água que escorre sobre nossos corpos
Dilata meus poros para as vontades felinas:
Banhar-te com minha língua

Sua mão espalhando o sabonete por meu corpo
Atiça em mim o desejo de que venhas me dominar
Vou descendo sem pressa

Não resisto e logo me calo com seu falo em minha boca
Te encaro, mas permaneço muda
Fico planta com suas raízes em mim

Encostada contra a parede me entrego
Você me possui
Toda úmida me derreto

Sua respiração em meu cangote
Aos poucos me desfaço
Enlouqueço

Me abro e dou passagem
Afasto as pernas e deixo você entrar
Deflorada vem o arrepio

E enlevada sinto
Seu sêmen a escorrer dentro de mim


Karolyne Gilberta

terça-feira, 20 de novembro de 2012

De como me sinto quando você reaparece para mim


Quando finalmente o telefone gemeu com a chegada da mensagem avisando-me de sua procura por mim, meus pés voltaram ao chão. Na indecisão da resposta ainda fiz um ‘quero sem querer’ internamente para não criar muitas expectativas sobre aquilo. Fingi não dar importância, mas no fundo exultava. Ter uma quase certeza do reencontro era mais importante que todo o resto, talvez o instante significasse mais que a própria vida naqueles minutos.



Karolyne Gilberta

Como dois animais

Depois dos anseios iniciais, o primeiro beijo tímido.
Acompanhado dele vieram tantos outros depois.
Mas, muito maior que isso foi a necessidade de te levar para a cama.
Antes mesmo que ‘tudo’ acabasse sair te arrastando apressada.
O importante era não ter testemunhas.
E foi aí que senti novamente tua língua em minha boca.
Quando eu mais ansiava, ela alcançou meu pescoço.
Teus braços a me aconchegar me chamando cada vez mais para perto de ti.
Senti-me ‘dentro’.
Uma rigidez me livrando do mundo ‘real’: era teu sexo me fazendo leve compressão através das roupas.
Fomos abandonado-as aos poucos... ou será que a urgência falou mais alto?
Estava tão concentrada em usufruir de tudo que não consigo me lembrar com muita certeza.
Aproveitamos naqueles instantes cada espaço de nós.
Deleitei-me olhando parte por parte de seu corpo.
Minhas mãos embrenhadas em seus cachos me dando equilíbrio quando montada em você.
Uma trilha sonora de fazer inveja a qualquer filme erótico e a vida cotidiana de muitos.
Foi uma noite com chuva, blues e não esperava menos que muito sexo.
Como pode alguém ouvir durante uma noite inteira blues e não desejar toda a “foda que houver nessa vida”?
Não me lembro de ter aproveitado tanto um momento assim antes.
Mesmo o sono não deu conta de nos incomodar!
Não sei se você diria o mesmo quando o cansaço começou a aparecer, mas fiquei muito feliz me mantendo acordada para aproveitar tudo. Absolutamente tudo!
Era preciso saciar nossa fome de prazer... e a minha era grande.
Sussurros, beijos furtivos, gemidos, violentas carícias, afagos...
Cada tapa um gemido mais alto... um urro de felicidade.
Perdi completamente a compostura, se é que em se tratando de sexo existe alguma possível!
Acho que gritei alucinadamente.
 Chupar você e ver seu membro se enrijecendo,
Vê-lo prender a respiração a cada aproximação de meus lábios,
De meus dentes,
De minha língua.
Ouvir teus gemidos baixinhos e depois descontrolados.
Meu nome docemente pronunciado em teus devaneios nos orgasmos.
Cada penetração era como se nos atracássemos,
Lançássemo-nos um ao outro como bichos no cio.
Conectamo-nos muito além do que a pele poderia prever.
Fiquei extasiada e cada vez mais queria repetir a dose...
E provar mais uma vez ainda...
Foi gozo após gozo.
Ondas de prazer que me invadiam sem parar.
Senti-me completa.
Absolutamente preenchida!
Sua boca me sugando... enxugando para cada vez me deixar mais molhada entre as pernas.
Seus dedos dentro de mim vinham misturando prazer e dor...
Faziam-me pulsar... latejar de tanto tesão.
Teu pau sempre semi ou absolutamente rijo e eu me perguntando como aquilo tudo era possível.
Repetir todas aquelas vezes cada passo,
Começar tudo outra vez,
Desejar que toda aquela delícia nunca tivesse fim.
Poderia ter ficado ali deitada gozando minha vida inteira.
Tanto que nos mordemos,
Tanto que nos beijamos,
Tudo que nos permitimos,
Tudo que nos deixamos pertencer a nós mesmos e ao momento.
Seus beijos que me encontravam desprevenida entre cada cochilo,
Seu olhar que parecia sorrir para mim cada vez que encontrava o meu,
Cada provocação ao corpo adormecido do outro,
Cada penetração,
Cada ejaculação nas partes previstas e imprevistas...
Tudo compunha a verdadeira festa dos prazeres... da entrega.
E foi essa festa que fez com que os segredos de nossos corpos fossem se desfazendo ao contato um do outro e deixassem que a noite virasse dia sem que nos apercebêssemos disso.

Karolyne Gilberta.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Nua... em pelo



Ligo o aparelho de som e coloco “You can leave your hat on” doJoe Cocker para rodar. Olho diretamente em seus olhos para que você saiba que sou toda sua e estou aqui para você. Devagarinho vou soltando meus cabelos. Abaixo lentamente, sempre olhando em seus olhos, com as pernas retas e a bunda arqueada. Empino as nádegas com vontade e abaixo a cabeça para frente. Sem me prolongar jogo os cabelos para trás e subo ao ritmo da canção. Viro de costas e danço para ti. Rebolo, balanço, deixo que o tesão me guie. Vou abrindo os botões do casaco que escolhi especialmente para essa ocasião. Sem perder a ginga, o ritmo e a pose deixo que caia por sobre meus ombros. Abro um pouco as pernas para poder movimentar o quadril para cada lado vez por vez. Esquerda, direita, esquerda... Um sorriso de canto de boca e levo o dedo aos lábios para expressar minha vontade de te chupar logo em seguida. Abro o vestido, me dispo e jogo para o lado com movimentos rápidos, porém sutis. Olho fixamente em seus olhos para ver sua reação. Mostro intenção de tirar o sutiã, mas desisto no meio do caminho; troco pelo salto que jogo para cima. Aproveito para apoiar a perna na cadeira com o pé semi-levantado. Novamente danço olhando em seus olhos, giro sobre meu próprio corpo e balanço as mãos para você num convite explícito, que só poderá ser atendido depois que eu terminar de me despir. Sentada, pernas abertas, mãos levantando o cabelo: pisco o olho. Insinuo-me. Levanto. Arranco meias e finalmente o sutiã. Arremesso-os em seu rosto. Só me resta a calcinha, que deixo que você arranque com os dentes, mas sem encostar as mãos. Finalmente me esfrego em você. Apago as luzes de jeito que nem o final desse texto, menos ainda desse episódio de nossa vida, possa ser enxergado na escuridão do quarto, da cozinha, da sala de estar...


Karolyne Gilberta.

O caminho do beijo

 
Como se fôra uma fruta doce sorve meus lábios devagar.
Sem pressa, mas com vontade.
Despeja teu desejo em mim.
Encosta tuas mãos em meu pescoço.
Roça teu nariz em meu rosto.
Vai entrando em minha boca sem pedir permissão.
Meu consentimento está mais que dado e é fruto desse sentimento. 
Vem encostando sua língua na minha devagar...
Vagueia com ela por entre meus dentes e minha gengiva.
Passeia lânguida e tranquilamente.
Ganha força e fôlego e começa a me tirar o ar.
Suga.
Morde minha carne sem temor.
Deixa que seus beijos sejam ora doces, ora lentos,
muito quentes, às vezes rápidos,
totalmente sexy, mais simples, bem simples.
Abusa de suave agressividade.
Molha meus lábios com tua saliva.
Escorre teu sabor em minha boca.
Refaz o caminho milhares e milhares de vezes.
Vem toda e qualquer vez que a vontade comandar.
Queima.

Karolyne Gilberta.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O que a satisfaz


Gozada
Toda ela
Ela toda
Toda
Com-penetrada
Coração pulsando freneticamente,
Respiração ofegante,
Cabeça dispersa.
Podia ser mais uma história de amor,
mas era só seu estado pós realização sexual.
E como aquilo lhe fazia bem...


Karolyne Gilberta.