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sábado, 1 de fevereiro de 2014

É nu meu coração cru

Incoerência
Aconchego
Paixão
Desejos
Libido
Vulcão
Insanidade
Ternura
Prisão
Excessos
Fogo
Ambição
Saudade
Vexames
Solidão
Abraços
Barulho
Alucinação
Correnteza
Loucura
Confusão
Medos tolos
Coragens absurdas
Metade me doando inteira, a outra metade dizendo não
Peito aberto
Riso frouxo
Abertura de caminhos em meio à escuridão
Escândalo
Liberdade
Inquietação
Batom vermelho
Sonhos intranquilos
E de muito amar, nem sei mais o que me dá-ói no coração
 
 
Karolyne Gilberta

Chegada

Quando ela chega,
Rompante em meus pensamentos,
Desconheço meios e caminhos de sua presença
Mas ela se instala por dentro e provoca reações em meu corpo
Minha libido acende.
Homenageio-a e transcendo.
Invento caminhos em meu corpo e transformo
Minhas mãos nas tuas.
Imagino teus olhos me observando, e em transe,
Ofego e me esqueço de todo o resto
Réstia de prazer a me corroer.


Karolyne Gilberta

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Viagem pelas terras do deleite sem fim

Unhas curtas cravadas em ti
Desfilo com elas por tuas costas largas
Apetite crescente fincado em cada um de meus membros
Absorvo-te

Tuas mãos sedentas me encontram e enlaçam minhas ancas
Movimentos simples que me fazem perder o senso
Curvas esquadrinhadas pelos sentidos renitentes
Consomes-me

Nariz afundado nas linhas de teu pescoço
Aspiro o cheiro de tua tez ardente...
Fragrância flamejante me invade as narinas
Enleio-me


Faço reféns de meus dedos teus cabelos em desalinho
Sinto o gosto cálido em seu hálito quente
A malícia irrompe bailando em meu céu
Navegas-me

Percorre tua língua voraz minha boca de uma ponta a outra
Meus pelos, refugio das sensações que me provocas,
Insurretos se adiantam. Sublevam em busca de ti
Regalo-me

Frestas devassadas por tu língua engenhosa
A agir talentosa sorvendo os frutos do desejo
Que me brotam entre as pernas e goteja espesso
Despejo-me

Ondas renitentes de prazer sucedem-me
Suspiros. Gemidos. Murmúrios. Oscilações. Deleites. Enlevo.
Invades-me transformando-me em uma verdadeira arena de arroubos de luxúria
Ao fim de entradas, saídas, caricias, afagos, movimentos descoordenados em ritmo crescente, me deixo repousar extenuada sobre ti.

Karolyne Gilberta

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Cio


Subindo pelas paredes sussurra desejos inconfessáveis ao dono de seus pensamentos.
Cravando os dentes em sua pele se faz refém dos movimentos incontroláveis ante o desespero que se apossa de seu corpo.
Agarrada aos pêlos de seu par mostra-se dona de habilidades incontestáveis e vai desvendando os mistérios de sua condição ‘humana’.
Afiando as unhas no corpo do outro vai se fazendo fêmea, bicho afoito, se deixa possuir pelo cio!
Em delírio arrasta o corpo febril sobre o do amante. Esfrega!
Geme, urra, berra, implora a posse, deseja a morte... o êxtase.
Provoca. Aguarda a violação! Ah, como deseja ser profanada!!!
Saliva e suplica bofetadas, braços retidos por mãos impiedosas, puxões de cabelo que façam sua coluna se contorcer.
Ávida! Intensa! Perdida! Encontra-se no delírio.
Inflama e explode. Jorra!
Enfim a fera descansa.



Karolyne Gilberta.