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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Insaciável

A imagem está do outro lado da tela, mas ainda assim é latente o querer
Apetite crescente...
Ânsia de cair de boca naquilo que meus olhos contemplam
As palavras libidinosas completam o cenário do crime
Verto promessas de gozo por todas as cavidades
Em pouquíssimos segundos tudo transborda
Meu corpo suplica teu corpo, que febril acossa minha libido
Me coloca contra a parede sem nem mesmo encostar em minha pele Minha retina te escrutina
M E T I C U L O S A M E N T E
Poro por poro
Pelo por pelo
Te navego e no mar do desejo incendeio
Apago meu fogo te rendendo longas, lânguidas e líquidas homenagens
Descanso no cio que não extingue nunca.
Adormeço fera saciada, mas acordo no dia seguinte com a mesma fome do dia anterior!
 
 
Karolyne Gilberta

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Sob o olhar atento de tua ausência


Nua,
com as mãos entre as pernas
e a lembrar de ti
começo o delírio na festa dos prazeres
abrindo os lábios
superiores em sorrisos indecorosos.
Aos inferiores dispenso tratamento mais demorado
Afastando-os com os dedos.
Inicio meu regozijo
navegando pelas saliências e protuberâncias,
pelas bordas e cavidades, dentro e fora de meu céu.
Com um escolhido penetro minhas reentrâncias
e deixo a umidade lambuzá-lo.
Permito que afoito esbarre em minhas paredes
e nos canais que me levam aos ápices do prazer se perca
Presenteio minha boca,
que sedenta saliva,
com pequenas doses do meu gosto mais honesto:
aquele que vai se alojado entre as dobras e curvas!
Enquanto meus seios,
com inveja de tanta erupção,
vão se intumescendo ganhando força e forma.
Constato que latejam...
é como se gemessem silenciosos.
Respondem a um simples toque da mão e incendeiam.
Me farto.
Volto a atenção mais dedicada aos lábios e va - ga - ro - sa - men - te
massageio-os.
Deixo que minha pulsação dite o ritmo do latejar de minha vulva.
Em movimentos cada vez mais intensos vibro.
Experimento em meu corpo um vulcão despejando larva sem cessar.
Aflita, sinto o gozo se aproximando.
O sangue e o ar me fogem do cérebro.
Ainda arfando concedo descanso ao corpo
abandonada em meio aos lençóis.



Karolyne Gilberta

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Mãos para que te quero

As mãos dando bobeira,
assim mesmo como quem nada quer,
passeiam pelo corpo da independente mulher.
Uma nos seios para incitar os instintos,
movimentar a libido.
Breve volteio na curva entre as coxas.
Vez ou outra uma passeada na barriga,
Logo mais o caminho certo é abaixo do umbigo...
Novamente nas curvas...
A calcinha puxada de lado
para facilitar o esforço dos trabalhadores ávidos.
Sorrateiros vão adentrando devagar.
Primeiro um, depois outro.
Ora em círculos, outras vezes num vai-e-vem.
Tudo, parte, só um pedaço.
A cada respiração um movimento diferente.
Arfando e aumentando o ritmo.
Confere o hálito no cheiro do tato.
Constata a doçura... aprecia a ‘quintura’.
Dedos úmidos, zonas úmidas... vistas turvas.
Bico dos seios duros.
Volta-se à introdução.
Não consegue nem deseja mais parar o trabalho das mãos.
O cérebro ‘abandona’ o corpo.
Não tem intenção nem condição de continuar em funcionamento.
Se agarra aos lençóis com a mão desocupada. Tenta aliviar a tensão.
Músculos retesados...
Contrações, espasmos, ejaculação.
Os pés se contorcem, o último suspiro é dado.
O orgasmo finalmente está consumado.




Karolyne Gilberta