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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Sertão/Ser só

Voltando para casa
pela estrada de galhos ressequidos
da janela do carro fitei o sol vermelho que encheu meus olhos
de saudades lacrimejei.
Foi como se minhas pupilas guardassem naquele momento único
toda a água que não tem caído sobre o sertão anos a fio.



Karolyne Gilberta

sábado, 19 de dezembro de 2009

Da paz interior


Silêncio.
Ahhh... até que enfim a paz e a felicidade de estar só.
Sim, eu gosto de solidão. Faz bem para a mente e automaticamente para meu corpo. Todos saíram de casa e finalmente posso pensar e escrever.
Sabe aqueles dias em que parece que não acordar não teria sido algo tão ruim assim? Hoje foi um desses dias, não que tenha ocorrido algo ruim até o presente momento, mas, simplesmente foi um dia que acordei com vontade de não levantar.
20 minutos parada na cama pensando freneticamente milhares de coisas ao mesmo tempo [eu tenho essas crises de insanidade de quando em vez ou de quando em sempre]; pensando na vida, nos amigos, na profissão, no que devia estar fazendo e não fiz até hoje... tantas coisas.
Naqueles dias em que parece que a desesperança aparece na porta pedindo passagem e você não tem coragem nem decência para mandá-la embora.
Como sou adepta do pensamento positivo, afugentei os maus e desordenados pareceres mentais e obriguei-me a voltar à realidade.
Eis-me aqui agora escrevendo esse texto completamente sem nexo, mas se chover hoje, ainda o considerarei um dia bom!

Karolyne Gilberta.