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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Era uma vez um nobre rapaz...

Era uma vez um menino franzino
assim
Todo tímido e desconfiado
assim
Tinha um coração dolorido e arredio
assim
Era bom, mas não queria se mostrar
assim
Muitas decepções já tinha vivido
assim
De tanto lhe dizerem que ele não era capaz,
desacreditava de seu potencial
Encontrava-se perdido
assim
Seu corpo miúdo, sua mente cheia de boas ideias próprias, seu coração imenso e maltratado...
Aquilo era tão assim em sua vida que ele olhou para dentro e começou a construir uma fortaleza para se esconder.
Guardava olhos tristes
Andava cabisbaixo
Não via no mundo a beleza e as cores que o mesmo possuía.
Mas um dia aquele garoto conheceu uma borboleta
Uma borboleta com cheiro de flor
Ela era uma garota cheia de vida que tocou seu coração
O garoto, agora não mais solitário, passou a andar por outros caminhos
Começou a escrever poemas felizes
Saiu de dentro da fortaleza que vinha morando
Falava de suas alegrias, que já eram representativas, e de seus dissabores também,
mas deles falava sem mágoa, sem tanto rancor
Ficou forte e corajoso
Ganhou o mundo e
dia após dia
Foi afugentando os medos e matando os monstros que habitavam seu ser
Caminhava por uma estrada completamente diferente
Na verdade a estrada era a mesma, o olhar é que era outro
Finalmente encontrara o caminho que o levaria de volta ao encontro da felicidade.


Karolyne Gilberta
Poema/conto escrito para meu grande amigo Icaro Simões.

domingo, 2 de setembro de 2012

Há dias andava nas vias de ser feliz

Ela sonha com um mundo feliz.
Anda.
Pensa que um dia ainda será atriz.
Desbanca.
Nem sempre pensa nas coisas que diz.
Encanta.
Acredita que um dia viverá sem medos, mesmo assim anda sempre por um triz.
Balança.
Só quer ser dona do próprio nariz.

Só dança... só samba.
Se pintar, pintou.
Se der, deu.
Se doer, doeu.
Divina.
Perdida.
Andarilha.
Uma verdadeira delícia.

Karolyne Gilberta