Com a cabeça tão em tormenta que se não
sangro poesia nas noites de insônia, morro devorada pelas palavras não
escritas. Sei que de tanto ser eu mesma, hora dessas perigo ir e nunca
mais voltar.
Deita assim Quero derramar poesia em você E beber Cada gota dos teus gemidos Teus seios pra mim São cálices sagrados Quero comer Cada centímetro dos teus orgasmos
Hoje não quero teu silencioso desejo Teus suspiros Que melodiam os meus delírios
Hoje quero ver-te inteira Voz inteira Quero ouvir você E o seu corpo Me pedirem Te enche a boca de água E os olhos de vontade E você ainda não fez Quero que nossos exageros Girem a terra mais rápido Que assim que as nossas pernas Se chocarem Que se choquem Os nossos melhores sons Gravados no ar
Não conheço harmonia mais perfeita Do que te ouvir gozar