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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Era uma vez um nobre rapaz...

Era uma vez um menino franzino
assim
Todo tímido e desconfiado
assim
Tinha um coração dolorido e arredio
assim
Era bom, mas não queria se mostrar
assim
Muitas decepções já tinha vivido
assim
De tanto lhe dizerem que ele não era capaz,
desacreditava de seu potencial
Encontrava-se perdido
assim
Seu corpo miúdo, sua mente cheia de boas ideias próprias, seu coração imenso e maltratado...
Aquilo era tão assim em sua vida que ele olhou para dentro e começou a construir uma fortaleza para se esconder.
Guardava olhos tristes
Andava cabisbaixo
Não via no mundo a beleza e as cores que o mesmo possuía.
Mas um dia aquele garoto conheceu uma borboleta
Uma borboleta com cheiro de flor
Ela era uma garota cheia de vida que tocou seu coração
O garoto, agora não mais solitário, passou a andar por outros caminhos
Começou a escrever poemas felizes
Saiu de dentro da fortaleza que vinha morando
Falava de suas alegrias, que já eram representativas, e de seus dissabores também,
mas deles falava sem mágoa, sem tanto rancor
Ficou forte e corajoso
Ganhou o mundo e
dia após dia
Foi afugentando os medos e matando os monstros que habitavam seu ser
Caminhava por uma estrada completamente diferente
Na verdade a estrada era a mesma, o olhar é que era outro
Finalmente encontrara o caminho que o levaria de volta ao encontro da felicidade.


Karolyne Gilberta
Poema/conto escrito para meu grande amigo Icaro Simões.

segunda-feira, 29 de março de 2010


Mais uma madrugada silenciosa na escuridão do quarto.
São quase quatro da manhã e as estrelas ainda brilham fulgurantes...
Ainda!

Dentro de pouco tempo elas começarão a ser ofuscadas pelo brilho e a empáfia do Sol.
Elas humildemente cederão espaço à resplandecência do astro e esconder-se-ão só tornando a reaparecer na noite seguinte.

O Rei Sol: o egoísta, imperativo e egocêntrico Rei Sol.

Não,
não culpe o sol.
Não por isso! Não pela timidez das estrelas!
Qual mortal ou mesmo divindade julgar-se-ia capaz de tomar outra decisão que não a de ceder lugar, como fazem as estrelas? Quem não render-se-ia à tamanha glória e esplendor? Quem não curvar-se-ia diante de arrebatadora força e calor?

As estrelas, tímidas, vão sutilmente abrindo caminho para a chegada do astro ardente... mas, não vão tristonhas, pois, carregam consigo a inebriante sensação de doces carícias através dos raios do sol, suaves lambidas em suas faces e ao invés de corarem, fugazes como esse instante, elas inexoravelmente desaparecerão..Propiciando assim mais um singular espetáculo da natureza:o alvorecer de mais um dia!

Aos que se permitem o ócio, mais um belo dia de Sol.
Nos dias de verão, ele, vaidoso, sabendo que é a atração principal, demora-se para ir embora, arrogante tal qual é. E as estrelas e a Lua, pacientemente esperam a hora de aparecer, por menos tempo, sem nenhuma queixa.

Depois de uma curta noite, o Sol não aparece no dia seguinte.
Mas como é possível que esse mesmo rei Sol, tão poderoso, tão imponente, como só ele consegue ser, possa ficar encoberto por algumas frágeis nuvens feitas de algodão?
...mas essa é uma pergunta que faz parte das dúvidas que não perdemos por carregar conosco!



*Esse foi um presente de meu amigo Icaro que ia jogar o texto fora e me cedeu para que se tornasse algo supostamente produtivo. Espero que ele não fique muito bravo com o resultado.
;]