Mostrando postagens com marcador Coisas do Corpo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Coisas do Corpo. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Naquele beijo que você me deu

Quando seus olhos deslizaram pelos meus naquela noite bêbada e fria de nosso primeiro beijo torto, eu soube o quão inevitável seria o desfecho de nosso encontro de vontades.
 
 
Karolyne Gilberta

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Imagens mentais

As lembranças inesquecíveis que ficaram não são só suas
Ainda recordo de nós dois abraçados no meio da rua
Em frente à praça, nos amassando contra o muro
Eu tateando por entre o zíper da calça seu membro duro
Sua mão em meus peitos a me apertar os bicos
Entre outras carícias, gemidos e suspiros
Nossa respiração ofegante e as tentativas frustradas de nos manter longe um do outro
Eu virada de costas e você se encaixando em meu dorso
As mãos que sôfregas investiam nos territórios um para o outro não mais proibidos
Mesmo em minha saia longa, que era mais um impeditivo
Realmente inacreditáveis são as imagens que também guardo do momento:
Seu cheiro me levando embora a sanidade. Suas palavras me trazendo entorpecimento.
Não bastasse a rua não tão deserta e toda a adrenalina do lugar impróprio
Cada aproximação das peles nos deixava menos sóbrios
Não apenas uma vez, mas ainda uma segunda
Era imprescindível não permitir que sua mão deixasse de apalpar minha bunda
Lutar contra os desejos e conter minha rubra rosa que de prazer se fazia para você toda molhada
Para que ela não me fugisse entre as pernas de tanto que latejava.
Suas entradas.... minhas bandeiras

Penetração seguida de penetração... n’um crescente e ascendente ambicionar ter-te dentro
Você, conhecedor dos vícios de minhas curvas, sempre caminhando em direção ao meu epicentro
Contra o muro mais próximo tentar me equilibrar
Para após cada orgasmo meu corpo de prazer não sucumbir e fraquejar
Tirar a calcinha encharcada e guardá-la num bolso da roupa
Antes de sussurrar em teu ouvido: “não sei se peço penetra-me ou me fode com força”
E no ápice do gozar sentir você me escorrendo perna abaixo
E com as mãos recolher o que de mais precioso jorra de você
Colocar sutilmente em minha língua e degustar o mais delicioso e puro líquido do prazer!!


Karolyne Gilberta


*Eu sou tão sortuda e tenho amig@s tão lind@s que um deles, o Dan Rocha, fez uma ilustração para o poeminha. É essa lindona que está aí.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Afinal



Excessos
Excertos
Fragmentos de um romance sem fim nem começo
Pequenos retratos de uma guerra contra sentimentos e sensações

‘É a bossa
É a bossa’
Escuto músicas novas e mesmo as antigas e quase sempre encontro você nelas
As que ouvimos juntos nos momentos de deleite sexual
Noutras vezes as que ambos gostamos ou aquelas que jamais suporia você ouvir
Hoje eu sei que elas não só parecem fazer, mas contam nossas histórias

‘São sons
São sons de sins
Não contudo’
A necessidade de criar versos para me redimir
Para alongar a vida... para acariciar a ‘pequena morte’
Traduzir em letras o que nem mesmo o corpo consegue cont’a’rolar!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Coisas que todos gostam ou deveriam experimentar



Um beijo no pé do ventre
Um sussurro ao pé do ouvido
Um cheiro no cangote
Uma lambida no umbigo

A mão entrelaçando-se com outra
Deixar brincando de ser par os dedos
Olhos mergulhados dentro dos olhos
Um cafuné bem caprichado nos cabelos

Uma encostada com jeito contra a parede
A língua correndo pelas costas nuas
Uma mordida de leve na bunda
Os mamilos atiçados pela ação da boca crua

Desfrutar da beleza das delícias da carne
Uma roçada de unhas na pele sedenta
Cravada de dentes no meio das pernas
Corpo contra corpo numa manhã fria e cinzenta


Karolyne Gilberta

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Rosa Rubra

Com uma naturalidade que lhe é peculiar a rubra rosa se abre aos olhos dos homens e do mundo. Dá voltas e voltas em torno de suas próprias partes. Forma quase um labirinto ao redor de si. Pensa sempre que seu autoconhecimento é insuficiente. Uma enternecida inveterada pede abraços e retribui com vigor. Deixa-se ser agarrada ao mesmo tempo em que agarra e crava os dentes em quem se aconchega em suas dobras. Ela canta. Às vezes músicas ternas, quase cantigas de ninar, mas quando em fúria, canta músicas agressivas, músicas de libertação. Sibila de alegria a maior parte de seus dias. É uma dançarina também. Faz artes e artimanhas. Em suas danças, tem muita alegria em receber aqueles que convida para lhe fazerem par. Acredita que fala muito, mas quase sempre diz coisas impróprias, inadequadas. Quando úmida se contrai, fica frenética, tremula tal qual bandeira agitada pelo vento. Desesperada, procura em quem se agarrar. Nessas horas assume um cheiro meio amadeirado, outra dose doce também e abandona seu estado liquefeito tornando-se algo quase cremoso. Tão suave. Gosta de estar acompanhada. Deseja quase sempre assim estar. Já foi muito ferida e hoje é um tanto melancólica, mas mesmo assim não deixou que os olhos ficassem rasos. Só permite-se profundezas. Há dias que fica tão rubra que jorra sangue, meio que chorando por sua condição de estrada de entrada e saída do mundo.


Karolyne Gilberta
Texto inspirado em "Os monólogos da Vagina" de Eve Ensler. 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Que somente o gozo me leve do mundo


Trepa comigo sem temores.
Quero que seja excitante, instigante, indecente.
Esqueçamos os pudores!
Profana-me!
Abandona a gentileza e me domina!
Prende meus braços,
lambe meu pescoço,
morde meus seios,
cala minha boca,
me joga sem piedade em teus lençóis.

Ata-me!

Me mostra tua força e seu desejo de me possuir.
Mostra-me do que és capaz.
Deixa tuas marcas em mim.
Retesado, intumescido, desvairado.
Rasga minhas carnes,
Embrenha em minhas entranhas,
Alcança o mais profundo de minha cavidade.
Me deixa extasiada a desejar e a pedir mais.
Só pares quando eu não puder falar, pensar ou mesmo respirar.
Aliás, não para:

Mata-me de prazer!!!

Karolyne Gilberta.
Eu sei que queres me ter
para sempre que quiseres meter
fazê-lo enfurecidamente a temer
que o gozo enfim acabe.

 K. G.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Prazeres perdidos

Quando descobriu que era viciada em sexo
ficou tão afoita que perdeu o tesão
e nunca mais gozou.


K. G.

Mal-dita


Vou te deixar sem sono depois de te arrancar gemidos.
Vou te deixar sem rumo depois de saciar tuas vontades.
Vou te deixar sem fome depois de comer-me e repetir, repetir, e repetir ainda mais uma vez.

Vou prometer-te a vida,
a tranquilidade,
a fidelidade,
a felicidade.

E quando se deres por vencido
vou levar-te a respiração,
o sossego,
a sobriedade,
os vícios e dar-te outros novos.
Te fazer ir dos céus ao inferno.
Clamar aos deuses, deusas, anjos e demônios pela paz roubada.

Nem é por maldade ou crueldade.
É só porque não sei cumprir promessas.
Nem completamente me satisfazer.


Karolyne Gilberta.




quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Epigrama

"Amar, foder: uma união
De prazeres que não separo.
A volúpia e os prazeres são
O que a alma possui de mais raro.
Caralho, cona e corações
Juntam-se em doces efusões
Que os crentes censuram, os loucos.
Reflete nisso, oh minha amada:
Amar sem foder é bem pouco,
Foder sem amar não é nada."


La Fontaine.