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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Dias... devir

Noite em claro
Coração estilhaçado
Eu juntando os cacos
E todas as incertezas
Dessas que em mim habitam
Com muitos vícios
E tantas dúvidas
Vacilante, louca
Tentando me achar no mundo
Perdida em teus passos
Desejando teu colo
E me quebrando ao meio para te conseguir
Me desdobrando
Te machucando
Me fazendo sangrar
Te sufocando
Me aprisionando
E te querendo sem saber fazê-lo
Te roubando o ar e enchendo de responsabilidades
Transformando meu abraço em espinho
E sendo o pior...
Exatamente na vã tentativa de ser o inverso.
 
 
Karolyne Gilberta

Essa tantas

Sempre fui essa tantas
Excessos, viagens e vertigens
Tudo ardendo feito lava
Recitando promessas que faço, sabendo não ser capaz de cumpri-las
Me d-escrevo nesse momento para não ser sufocada pelos pensamentos desesperados.
Pensamentos esses tão iguais a mim:
correnteza destruindo as margens, ventania derrubando árvores.
 
 
Karolyne Gilberta

domingo, 19 de agosto de 2012

Secura

Já não choro.
Há muito tempo deixei de chorar: lágrimas já não expressam mais o que sinto.
Me sinto vazia por dentro, mesmo estando tão cheia.
Os sentimentos e sensações se avolumam e vão encharcando minh'alma. Transbordantes se me apresentam.
É como se o mundo, cada dia mais mesquinho, não conseguisse abrigar a mim e minhas necessidades.
Inundada de pensamentos que me tiram o sono; de vozes internas que não silenciam e incessantemente me fazem ter medo até de promover encontros com meu eu interior.
É o sono que não chega...
É a felicidade que não chega...
É a angústia que não vai...
É esse mundo tão cheio de pessoas vazias que me fazem cada dia mais ter medo de me tornar mais uma delas.

Karolyne Gilberta.