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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Sem inicio, meio ou fim

Eu era uma saudade que latejava
Um poço fundo de sentimento que não secava
Era uma ponte-travessia que se estreitava
Era um rio-correnteza que não cansava
Era viagem, partida e abrigo na chegada
Eu era apenas um caminho
Eu nunca aportava


Karolyne Gilberta

sábado, 1 de fevereiro de 2014

De dentro

Quando me tocava, diante do olhar curioso dele,
estalou-me a imagem dela na mente
e veio mesmo assim de repente
como coisa que é para não ser, mas é.
À excitação rendi-me!

Momentos depois no meio de um novo ato
me apareceu outra vez como uma certeza
do que eu queria ter entre os lábios, minha presa,
do mesmo jeito que ele me tinha entre os dele
naquele momento sublime a me sugar.

Afundando sua cabeça entre minhas pernas
Sentia a língua dele e as outras vontades que vinham junto
Perdida no meio da novidade do assunto
Deixei que a mente e o corpo guiassem minhas sensações.
No desejo perdi-me!!

Deitada de costas
Com as mãos ansiosas enlaçando os seios
Pensava meio torto que ela podia ser meu recheio
Enquanto eu era fartura na boca dele também
Café, almoço, sobremesa e jantar!!!
 
 
Karolyne Gilberta

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Fundos, portas e chaves de entrada

Entre tímido e desajeitado
Ele me sussurra ao pé do ouvido o pedido
Que eu lhe deixe comer meu rabo

Eu penso cá com meu botão
Se isso lá é coisa que se peça
Pois disposta estou em suas mãos


O toque de seu corpo guia o meu 
Seus comandos definem meus desejos
Minha boceta, sem pena, escorre a cada toque seu

Assim exposta corpo, alma, coração...
Espero ansiosa sua entrada
Sinto meus músculos impulsionarem cada contração

Respiração que ofega
...
Sentidos que aguçam
...
A pele que se eriça
...
Exausta de tão satisfeita me deixo cair no colchão
...
Fluxo que se intensifica
...
Gozo certo e orgasmo que tão grande chega perder a medida

Karolyne Gilberta

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Estigma



Era considerada pelas boas moças uma destruidora de lares... Uma verdadeira corruptora dos bons costumes e da  moral.
O balançar diário de suas saias incomodava uns tantos, atiçava o imaginário de tantos outros.
Não se sabe ao certo se era seu largo sorriso, seus seios fartos e empinados, sua pele tomada pelo sol ou seus dentes alvos cobertos por lábios rosados e carnudos. Tudo era motivo de agrado e desagrado. 
Uma santa, uma puta, uma desavergonhada, alvo dos desejos sórdidos de inúmeros!
Desejavam-na, odiavam-na, mas  no fim das contas, todos esperavam o momento que suas saias esvoaçantes passariam diante de seus olhos atentos.
E ela seguia distante na rotina alheia como se nem fizesse parte daquilo tudo, afinal de contas, era o imaginário do povo. Nada que ela pudesse controlar.


Karolyne Gilberta