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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Entre esperas e memórias

Memorizei teu rosto em minhas retinas cansadas de belezas que se esvaem ao amanhecer de noites fantasiadas e mesmo diante delas fechadas, consigo desenhar traço por traço tua face tranquila. Conheço cada detalhe de seus olhos miúdos e míopes que só me espreitam de soslaio e ligeiramente se esquivam de mim quando busco respostas que você, com esses mesmos olhos, me diz não ser capaz de responder... ainda. Quando meu desejo vacila na espera das poucas certezas que se atrasam na saída, sinto entre minhas mãos inquietas as tuas se entrelaçando numa promessa vaga de caminhos que podem seguir juntos. Quem sabe pelo menos até o próximo amanhecer. De tanto desejar, guardo em minha boca afoita, que só silencia na maioria das vezes para receber teus beijos, o gosto de teus lábios quentes e macios buscando espaço entre os meus. E assim, percebo que a seu lado, sou sempre espera. Espero tanto que desejo veementemente que o ditado seja certo e que a espera não me canse. 


Karolyne Gilberta

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Fundos, portas e chaves de entrada

Entre tímido e desajeitado
Ele me sussurra ao pé do ouvido o pedido
Que eu lhe deixe comer meu rabo

Eu penso cá com meu botão
Se isso lá é coisa que se peça
Pois disposta estou em suas mãos


O toque de seu corpo guia o meu 
Seus comandos definem meus desejos
Minha boceta, sem pena, escorre a cada toque seu

Assim exposta corpo, alma, coração...
Espero ansiosa sua entrada
Sinto meus músculos impulsionarem cada contração

Respiração que ofega
...
Sentidos que aguçam
...
A pele que se eriça
...
Exausta de tão satisfeita me deixo cair no colchão
...
Fluxo que se intensifica
...
Gozo certo e orgasmo que tão grande chega perder a medida

Karolyne Gilberta

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Voilá

Tô escrevendo para expulsar as pessoas; primeiro de dentro de mim, depois de minha vida.

K. G.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Pau grande não é garantia de qualidade


Essa moçada de pau grande que acha que não precisa de mais nada porque acredita que já tem o ouro.
Não sabe foder direito.
Não sabe chupar uma buceta.
Nem supõe os usos possíveis para o material que tem.
Malditos “tranZões”.

Coisa de criança que descobriu que brincar no parquinho próximo de casa é muito cômodo, mas, ainda não descobriu que, às vezes, mas nem todas as vezes, vai ser divertido. Em todas as outras vai ser apenas repetição.

De que adianta ter um carro potente se você não sabe pilotar a máquina?
Essas criaturas não deveriam ter direito a “tirar habilitação” nunca.
Prefiro os reles mortais de pau mediano tentando compensar sua “defasagem” a esses boçais.

Karolyne Gilberta.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O fardo dos dias...

E haveria punição maior para ela que carregar durante toda sua vida o fardo de ser quem era?

sábado, 10 de abril de 2010

Em intesidade

Noite com direito a incenso exalando fumaça em cima do criado-mudo, luz de pequenas velas espalhadas pelo quarto e deitar mais cedo que o habitual. Dormir não dormiria prontamente, mas, permitira-se deitar antes do horário rotineiro para dedicar-se a um suposto processo criativo.

Poder-se-ia dizer que estava mais preguiçosa que o corriqueiro, mas era uma preguiça diferente. Pensava muito, lia muito, ouvia muitas músicas, buscava novidades, mas, não conseguia sair do estado de letargia que lhe tinha apunhalado a fortes golpes o espírito.

Não tinha a mesma vontade de sempre de sair, ver pessoas, conversar (e com toda certeza essa era uma das coisas que mais gostava de fazer). Porém, se conhecia a ponto de saber que aquilo não era um estado depressivo, tampouco TPM. Era um estado novo, e como era de costume estava mergulhando naquelas novidades.


INTENSIDADE: talvez aquela palavra definisse bem sua vida. E não seria diferente com aquele novo estado de espírito.

Esperava ao menos que ao final de tudo não houvesse pedaços de si espalhados, ou quem sabe na verdade ansiasse por isso com a mesma sofreguidão do ar que respirava. Sentia necessidade de reconstruir-se. Queria ser outra e não mais aquela. Aquela que enxergava, mas, não reconhecia!

 Karolyne Gilberta.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Para minha preferida!!!!

É ela que desarruma minha cama quando vai descansar no horário de almoço e sai na cara de pau sem arrumá-la!
É ela que rouba minha chinela de ficar em casa todos os dias que vem aqui com a maior naturalidade do mundo!
É ela que fica me pedindo para converter as músicas horríveis que ela gosta de ouvir para poder colocar no celular ou ouvir na casa dela!
É ela que me convida para almoçar na casa dela só para eu fazer o almoço! ¬¬'
É ela também que dividiu quarto comigo desde a infância até a adolescência e que compartilhou e ainda compartilha dos meus maiores segredos. É e sempre será minha grande confidente!
É ela que me liga sempre que tem [ou não] créditos/bônus sobrando só mesmo para dizer bom dia,boa noite ou algo parecido!
Enche minha caixa de e-mails de coisas que sabe que eu não lerei só pelo simples fato de se lembrar de mim e de gostar tanto de mim quanto gosto dela!
É ela que me dá os melhores e maiores presentes afetivos que eu amo receber, mesmo não dizendo isso sempre!
É ela minha gêmea siamesa que nasceu antes só de ousadia! =P
E ainda escolheu o companheiro perfeito,melhor amigo,cachaceiro tal qual eu para fazer "par" conosco,já que somos duas que são uma só também!Adoro o preto safado amado marido dessa mulher!
É mais ou menos isso... se não for mais, nem sei!

^-^
TE AMO!



[texto escrito para uma de minhas irmãs que eu amo de paixão]

segunda-feira, 29 de março de 2010


Mais uma madrugada silenciosa na escuridão do quarto.
São quase quatro da manhã e as estrelas ainda brilham fulgurantes...
Ainda!

Dentro de pouco tempo elas começarão a ser ofuscadas pelo brilho e a empáfia do Sol.
Elas humildemente cederão espaço à resplandecência do astro e esconder-se-ão só tornando a reaparecer na noite seguinte.

O Rei Sol: o egoísta, imperativo e egocêntrico Rei Sol.

Não,
não culpe o sol.
Não por isso! Não pela timidez das estrelas!
Qual mortal ou mesmo divindade julgar-se-ia capaz de tomar outra decisão que não a de ceder lugar, como fazem as estrelas? Quem não render-se-ia à tamanha glória e esplendor? Quem não curvar-se-ia diante de arrebatadora força e calor?

As estrelas, tímidas, vão sutilmente abrindo caminho para a chegada do astro ardente... mas, não vão tristonhas, pois, carregam consigo a inebriante sensação de doces carícias através dos raios do sol, suaves lambidas em suas faces e ao invés de corarem, fugazes como esse instante, elas inexoravelmente desaparecerão..Propiciando assim mais um singular espetáculo da natureza:o alvorecer de mais um dia!

Aos que se permitem o ócio, mais um belo dia de Sol.
Nos dias de verão, ele, vaidoso, sabendo que é a atração principal, demora-se para ir embora, arrogante tal qual é. E as estrelas e a Lua, pacientemente esperam a hora de aparecer, por menos tempo, sem nenhuma queixa.

Depois de uma curta noite, o Sol não aparece no dia seguinte.
Mas como é possível que esse mesmo rei Sol, tão poderoso, tão imponente, como só ele consegue ser, possa ficar encoberto por algumas frágeis nuvens feitas de algodão?
...mas essa é uma pergunta que faz parte das dúvidas que não perdemos por carregar conosco!



*Esse foi um presente de meu amigo Icaro que ia jogar o texto fora e me cedeu para que se tornasse algo supostamente produtivo. Espero que ele não fique muito bravo com o resultado.
;]

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Principiando

Que poderia eu postar inicialmente nesse espaço senão a sensação de estar fazendo algo inusitado?
Neste momento é assim que me sinto.
Não conseguia imaginar até então o que postar em um blog, mas tenho tido dias tão cheio de pensamentos e sensações que eis-me aqui querendo partilhar comigo mesma essas coisas.
Sem pretensões que sejam lidas por outrem, mas, que fiquem aqui arquivadas para os momentos tempestuosos...ou não.
Pensamentos fazendo burburinho dentro da cabeça.
Muitos pensamentos...
Muitos desejos...
Muitas ideias...
Sobre muitas coisas...
Sobre pessoas...
Sobre acontecimentos...
Alguns fatos muito desagradáveis...outros nem tanto.
Sobre o mundo em geral...mas,principalmente sobre os fantasmas interiores.
Quem não os tem?
Os meus tem sido impulsionados por acontecimentos frequentes e rotineiros...
Escreverei para espantar os fantasmas interiores!
E lá vamos nós... deliciosamente nesta aventura.

(a foto foi tirada por mim em um início de noite na ponte metálica em Fortaleza/CE em meados de 2009)