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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Regalo

Ele cuida tão bem de meus pequenos e grandes lábios
que onde passa, serpenteando sua língua morna,
me arrepia os pelos e me faz contorcer de uma agonia deliciosa.
Só de recordar minha boca se enche de saliva
e escorro quando lembro como corre ligeiro sugando o que é meu regalo
e afunda em mim seus dedos experientes que vagueiam em busca de meu gozo.
A pele se inflama, vira pólvora e implora o toque da boca.
Já conhece meu ritmo e, para me deixar perdida, sempre inventa novos caminhos
Os beijos na vulva envolvem meus sentidos e irrompo em gemidos
antevendo a perda do juízo no gozo final.






Karolyne Gilberta

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Cio... Deleite... Descanso... Recomeço...

Afoitos
Nos brindamos no coito
Com o proporcionar prazeres um ao outro


Sedentos
Nos jogamos contra o tempo
Comemo-(nu)s sem pausas em movimentos ora doces, ora violentos


Enamorados
Deitamos beijos e carícias por nossos membros deixando rastros de deliciosos estragos
Refestelamos-nos corpo sobre corpo completamente suados





Karolyne Gilberta

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Nosso cheiro

O cheiro que exalamos é o melhor cheiro do mundo.
Cheiro de nossa respiração e transpiração misturados um ao do outro,
De saliva espalhada pela pele,
De órgãos sexuais exalando excitação pelos poros,
Cheiro de vertigem durante os orgasmos,
De esperma lançado sobre o corpo,
Dentro do corpo,
Cheiro de bicho quando no cio.
É cheiro misto de doçura e selvageria.
De corpos que ardem... que queimam... corpos em brasa. 



Karolyne Gilberta.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Dilacerante

Sentada no banco do carona pouso a mão em seu membro que aos poucos vai se fazendo notar.
Abro o zíper de sua calça e vou passando levemente o dedo em toda a extensão de seu mastro.
Quando noto a ânsia de meus lábios em seu pênis ficar num nível quase insuportável começo a lamber-lhe sem pressa.
Aumento o ritmo das lambidas e das chupadas, mas não deixo o gozo chegar.
Vou te torturando e me divertindo.

Quando nem eu mesma suporto mais, levanto minha saia, já sem calcinha, e me jogo em cima de ti. 

Vou certeira em teu pau enorme que entra fazendo estrago em minha buceta não completamente úmida.
Rasga minhas entranhas, mas me põe a gemer.
Com os joelhos apoiados em tuas coxas levanto e agacho meu quadril rebolando devagar.
Minha bunda devidamente assentada sobre teu colo.
A fricção de minha virilha contra teus pêlos e de minha bunda contra tuas bolas.
Pressiono meu corpo para baixo para que a penetração atinja a maior profundidade possível.
Tuas mãos empurrando meus ombros para que eu me afunde mais e mais.
Mantenho-me atenta a cada detalhe de nós.
Tua mão pressionando-me um seio e a boca a devorar o outro. Uma mordida voraz.
Balanço mais rápido a bunda... aumento o rebolado.
Você novamente me empurra para baixo... parece querer me partir ao meio.
Inclino para frente e abaixo o rabo definitivamente para que possamos juntos gozar.
Volto para meu assento completamente suada, e, através dos vidros embaçados noto que o sol já dá sinais que quer aparecer.

Karolyne Gilberta.

Um banho de prazer


A água que escorre sobre nossos corpos
Dilata meus poros para as vontades felinas:
Banhar-te com minha língua

Sua mão espalhando o sabonete por meu corpo
Atiça em mim o desejo de que venhas me dominar
Vou descendo sem pressa

Não resisto e logo me calo com seu falo em minha boca
Te encaro, mas permaneço muda
Fico planta com suas raízes em mim

Encostada contra a parede me entrego
Você me possui
Toda úmida me derreto

Sua respiração em meu cangote
Aos poucos me desfaço
Enlouqueço

Me abro e dou passagem
Afasto as pernas e deixo você entrar
Deflorada vem o arrepio

E enlevada sinto
Seu sêmen a escorrer dentro de mim


Karolyne Gilberta

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Solenemente apaixonante

Aquela pele preta reluzente deixava-o doido como o diabo. Não só a pele. Havia aqueles olhos escuros e profundos de comer fotografia...  de derramar um rio dentro de quem se atrevia a olhá-los. Também aquele par de peitos imensos, redondos, majestosos. E o que imaginar ao encarar aquela boca de maçã madura com lábios fartamente recheados? Qualquer pensamento se desfazia antes mesmo de sonhar acontecer. De tão vermelhos eram quase roxos... solenemente apaixonantes. Aquelas coxas roliças e tenras. Nem mesmo duas mãos enlaçadas davam conta de cobrir uma delas sozinha. Sem falar naqueles pés pequenos... delicados. Prontos para fazer até mesmo o mais forte sucumbir debaixo deles. Quantas vezes não delirou de desejo para que ela pisasse nele com eles!! Ou aquelas costas... serenas... com duas marquinhas leves ao final de sua estrutura. E o cabelo abastado a tirar-lhe a energia como se ele fosse Sansão e suas forças estivessem nos cachos dela?Ahhh!!! Ao contemplar algumas daquelas partes encaixado atrás de sua bunda empinada... olhando-a ali de quatro no tapete da sala, apoiada nos joelhos e mãos e olhando para trás com aquele sorriso quase cruel sentia-se quase incapaz! Estava exposto e entregue a cada uma dessas partes que fazem a composição mais perfeita que ele já sonhara conhecer! Se o corpo não respondesse às provocações do desejo, poderia esperar que o mundo acabasse ali mesmo: com ele (am)parado dentro dela. 


Karolyne Gilberta.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Vem

Traz seu sexo rijo.
Me açoita.
Traz sua doçura e virilidade.
Me desnuda.
Traz suas palavras debéis e seus palavrões.
Me comove.
Traz seu corpo perfumado.
Me embala.
Vem fazer meu deleite.
Me faz sentir prazer em pequenas e inesquecíveis doses. 


Karolyne Gilberta.

Provocações

Anseios, meus seios, seu recreio...
Seus pelos, meus cabelos, o fim de nossos apelos...

Me morda.
Sacie suas vontades, realize seus sonhos, satisfaça-se.
Aceita minhas provocações.
Vem e arranca minhas roupas.

Aconchegue-se em meus seios e faça deles seu abrigo.
Apalpe minhas coxas e nádegas e faça delas seu caminho.
Mergulhe em meus olhos e descubras suas verdades.
Vasculhe minha boca e navegue como se ela pertencesse somente a ti.
Puxe meus cabelos e me deixe de quatro, me deixe bamba, me deixe boba.

Pele, suor, movimentos firmes numa sensação tão doce e estranha quanto o da existência da eternidade...
Se lance sobre mim como se fosse sua última moradia na Terra.
Sussurre não só as coisas sórdidas, mas tudo aquilo que desejares.
Se jogue em mim e deixe que meus braços, boca e mãos passeiem por teu corpo e o tranquilizem
... acalmem teu sexo.
Penetra-me.
Rouba minhas vontades e arranca meus segredos.
Traga seus desejos mais secretos e junte-os aos meus.
Me faça abandonar minhas certezas ou a vontade de tê-las,
mas antes vem... e tira minhas roupas.

Descubra-me nos teus sonhos,
em teus pensamentos,
em tua respiração.
Perceba-me de tal modo que não consigas mais viver sem implorar minha presença em ti,
meu corpo em sua cama todas as noites...
meu perfume espalhado por tua roupa e teu inconsciente...
meu riso te preenchendo os vazios.
Não interessa saber o que faremos, quem seremos, menos ainda aonde chegaremos.
Só vem, e arranca minhas roupas.
Karolyne Gilberta.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Estigma



Era considerada pelas boas moças uma destruidora de lares... Uma verdadeira corruptora dos bons costumes e da  moral.
O balançar diário de suas saias incomodava uns tantos, atiçava o imaginário de tantos outros.
Não se sabe ao certo se era seu largo sorriso, seus seios fartos e empinados, sua pele tomada pelo sol ou seus dentes alvos cobertos por lábios rosados e carnudos. Tudo era motivo de agrado e desagrado. 
Uma santa, uma puta, uma desavergonhada, alvo dos desejos sórdidos de inúmeros!
Desejavam-na, odiavam-na, mas  no fim das contas, todos esperavam o momento que suas saias esvoaçantes passariam diante de seus olhos atentos.
E ela seguia distante na rotina alheia como se nem fizesse parte daquilo tudo, afinal de contas, era o imaginário do povo. Nada que ela pudesse controlar.


Karolyne Gilberta

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Epigrama

"Amar, foder: uma união
De prazeres que não separo.
A volúpia e os prazeres são
O que a alma possui de mais raro.
Caralho, cona e corações
Juntam-se em doces efusões
Que os crentes censuram, os loucos.
Reflete nisso, oh minha amada:
Amar sem foder é bem pouco,
Foder sem amar não é nada."


La Fontaine.